Os supersticiosos de plantão que fiquem atentos. Chegou a famigerada sexta-feira 13, dia conhecido pelo azar generalizado, em que tudo pode dar errado. É bem verdade que todo mundo sabe que a data é marcada pela ideia de que algo ruim pode ocorrer, mas de onde vem essa crença? Onde surgiu essa relação entre sexta-feira 13 e o azar?

Na realidade, tanto a sexta-feira quanto o número 13, isoladamente, já eram associados com a ideia de azar e mau agouro. Para os cristãos, sexta-feira foi o dia em que Jesus foi crucificado, tornado a data um dia de penitência e abstinência. Na última ceia, 13 pessoas se sentaram à mesa, Jesus e os 12 apóstolos, incluindo o traidor Judas.

Na Roma antiga, o número 13 também era relacionado com a morte. Na cultura nórdica, a sexta-feira era dedicada à Frigga, deusa do amor. Posteriormente, com o advento do cristianismo, Frigga passou a ser vista como uma bruxa, que se reunia para jandar com 11 feiticeiras e o próprio demônio (ao todo, 13 convidados). Já na numerologia, o número 12 é associação a ciclos completos, como os 12 meses do ano, 12 horas no relógio e 12 signos do zodiaco. Já o 13 representaria uma trangressão dessa perfeição.

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Segundo um guia de superstições de Steve Roud, um dos principais trabalhos sobre o tema, tanto a sexta-feira quanto o número 13 passaram a serem associados juntos durante o século XVIII, quando surgiram as primeiras supertições à data. Anos depois, em 1881, um grupo de amigos se reuniu para zombar das crenças de azar, criando o Clube dos Treze.

Os treze membros se reunium todo dia 13 de cada mês, passando por baixo de uma escada, para jantar e quebrar espelhos, derrubar laseiros e tomar outras atitudes que “trazem azar”, com o objetivo de zombar da crença. Com o tempo, o grupo foi ganhando mais adeptos, e a história sobre o azar se tornando mais popular, até que em 1907, Thomas Lawson publicou o livro “Sexta-feira 13”, uma história sobre azar que consolidou o espirito ruim sobre a data.

E você acredita na data? Dia de sorte ou azar?