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Tucuruí, 27 de March de 2026
Sistema Floresta

Sespa orienta sobre manejo clínico adequado em caso de suspeita de dengue

Por Floresta News
Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 08:17H

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Profissionais de saúde e a população em geral devem estar atentos aos principais sinais que indicam agravamento da doença

A população e os profissionais de saúde precisam ficar atentos aos sinais e sintomas específicos para evitar o agravamento de casos de dengue. O alerta é da Secretaria de Estado de Saúde Pública, considerando o aumento das chuvas, que contribui para a formação de criadouros de Aedes aegypti, aumentando o risco de infecção pelo vírus da dengue e outras doenças transmitidas por esse inseto. De acordo com a Sespa, em janeiro de 2026, o Pará registrou 14 casos de dengue com sinais de alarme.

Febre, dor de cabeça e dor no corpo são sinais e sintomas iniciais de diversas doenças, daí a necessidade de atenção para identificar o que é um caso de dengue, para que o paciente não precise ir várias vezes à unidade de saúde e tenha o seu quadro clínico agravado e não corra risco de óbito.

A médica infectologista do Complexo Hospitalar da UFPA, Rita Medeiros, orienta que, ao longo do ano, nos meses mais chuvosos, quando o mosquito transmissor se prolifera mais, os profissionais de saúde devem pensar em dengue para qualquer quadro de febre e dor no corpo. “Em situação de maior risco, não precisa nem confirmar com testes laboratoriais, basta a suspeição clínica”, afirmou, ressaltando que a febre na dengue e por outros vírus transmitidos por mosquitos, como chikungunya, Zika e oropouche, pode durar até sete dias.

Segundo Rita Medeiros, no manejo correto da dengue, o mais importante é ficar atento aos chamados sinais de alarme para dengue grave, que muitas vezes já estão presentes no terceiro a quarto dia de sintomas, sendo a dor abdominal e vômitos frequentes, os mais precoces, e pouco valorizados pela equipe de saúde. “Os médicos tendem a ficar mais de olho no nível de plaquetas, e sinais de sangramentos, mas é preciso alertar, que muitos pacientes podem agravar rapidamente, sem ter níveis de plaquetas tão baixos e sem ter sangramentos visíveis”, explicou.

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