Por Floresta News
Publicado em 01 de setembro de 2026 às 00:16H

Valor representa aumento de R$ 120 em relação ao piso atual, mas ainda pode mudar, para cima ou para baixo, conforme a inflação medida pelo INPC até novembro
O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 prevê um salário mínimo de R$ 1.741 em 2027, alta de R$ 120 em relação ao valor atual. O valor foi confirmado na segunda-feira (31) pelo Ministério do Planejamento e Orçamento.
Pelas projeções adotadas na elaboração do Orçamento, o cálculo considera alta de 4,93% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 12 meses até novembro de 2026 e ganho real de 2,3%.
Como o índice de novembro ainda não foi divulgado, os R$ 1.741 são uma estimativa e poderão ser revistos antes de o novo salário mínimo entrar em vigor, em 1º de janeiro de 2027. Caso o INPC fique acima ou abaixo dos 4,93% projetados pelo governo, o valor final do piso também será ajustado.
A política de valorização do salário mínimo determina a reposição da inflação pelo índice e acrescenta o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes, embora o aumento acima da inflação esteja sujeito aos limites estabelecidos pela regra fiscal.
A mudança no salário mínimo também tem efeito direto sobre as despesas públicas, uma vez que o piso serve de referência para pagamentos como aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Socia (INSS), Benefício de Prestação Continuada (BPC), seguro-desemprego e abono salarial.
Além disso, o governo manteve no Orçamento de 2027 a vinculação dos benefícios que atualmente acompanham o mínimo, o que faz com que um reajuste maior também eleve os gastos federais nessas áreas.
A proposta prevê R$ 1,169 trilhão para benefícios da Previdência, além de R$ 145,1 bilhões para o BPC e R$ 104,7 bilhões para abono salarial e seguro-desemprego. No total, as despesas obrigatórias estão estimadas em R$ 2,304 trilhões em 2027.
O PLOA também projeta superávit primário efetivo de R$ 18,6 bilhões e Orçamento total de R$ 7,45 trilhões, dos quais R$ 3,42 trilhões correspondem a despesas primárias e R$ 3,49 trilhões estão relacionados à dívida pública. Para a economia, o governo trabalha com crescimento de 2,46% do PIB e inflação de 3,60% pelo IPCA em 2027.