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Desconhecimento e medo ainda são gargalos para a realização da mamografia no Pará

Por ORM
Publicado em 05 de fevereiro de 2020 às 13:40H

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Mamografias: ampliar acesso a exames é desafio do Pará (Adriano Nascimento / Arquivo

O Dia Nacional da Mamografia é celebrado nesta quarta-feira (05) para conscientizar a população sobre a importância desse exame na detecção precoce do câncer de mama, além de outras doenças, facilitando, assim, o tratamento. No entanto, de acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), por meio da Regional do Pará, ainda existe um grande gargalo no Estado acerca do desconhecimento e do medo diante do exame.

“Desconhecimento sobre a importância da mamografia. E medo que algumas mulheres têm por causa da dor que elas acham que pode causar. Existe um desconforto porque tem que fazer uma pressão sobre a mama, para garantir uma técnica adequada. Se for ver o risco e o benefício, se tiver a doença, terá que fazer o exame de qualquer jeito. É melhor fazer de maneira preventiva. É uma pressão muito rápida e traz benefício tão importante que supera fazer diagnóstico tardio da doença”, explicou a presidente da SBM Regional PA, Cynthia Brito.

A SBM PA aponta que outro gargalo é a falta de mamógrafos (aparelho para realização do exame) em alguns interiores do Estado. “Em interiores mais distantes da Região Metropolitana de Belém. Tem mulher que precisa pegar barco e viajar por horas para chegar a um município que ofereça o exame. Também dificulta porque tem mulher que não tem com quem deixar os filhos. E a condição financeira não é suficiente para pegar transporte até a cidade com mamógrafo”, comentou Cynthia Brito.

De acordo com a SBM PA, até agosto de 2019, havia o registro de 70 mamógrafos em 34 municípios do Pará, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), dados ainda parciais apontam que foram realizadas 44.452 mamografias no Pará no ano passado. “Todos os municípios paraenses dispõem de serviços de mamografia por meio próprio ou pactuações com outros municípios”, garantiu a Sespa por meio de nota.

“O Governo do Estado também tem investido na ampliação da oferta de mamografia com a inauguração de novas unidades de saúde, como o novo Hospital Regional Abelardo Santos e a Policlínica Metropolitana, inaugurados recentemente, que disponibilizam esse tipo de exame aos usuários do SUS”, acrescentou a nota. 

Mastologista orienta sobre a mamografia

A mastologista Camila Macedo Loureiro, que atende em Belém e Bragança, destaca que a mamografia é o principal instrumento para a detecção precoce do câncer de mama e não pode ser substituído por nenhum outro nesta função, exceto em casos muito específicos. Apesar de usar raios X, a dose de radiação é muito baixa, portanto é um exame seguro e que não causa outros tipos de câncer. Ela acrescenta que fazer mamografia é compromisso da mulher consigo mesma, com a saúde e com o corpo. 

Toda mulher sem fatores de risco para o desenvolvimento de câncer de mama deve fazer mamografia a partir dos 40 anos e até 69 anos. “E repetir o exame anualmente. A idade de início pode mudar de acordo com a presença de sintomas suspeitos ou de história familiar com casos de câncer de mama ou ovário na família”, explicou a especialista. “Devido ao câncer de mama em homens ser uma doença rara, não se indica mamografia de rotina, somente quando houver alguma manifestação suspeita”.

O exame é feito em uma máquina chamada mamógrafo, que comprime a mama e, por meio de raios X, gera duas imagens de cada mama. Caso seja necessário, são feitas incidências complementares. A especialista lembra que o exame está disponível na rede pública e privada. “Não são todas as unidades de saúde que dispõem do mamógrafo, mas qualquer médico pode solicitar o exame e referenciar o paciente”.

Em casos de mamas muito volumosas, por vezes são necessárias mais imagens. E no caso do uso de silicone, há Mulheres com implantes de silicone podem e devem fazer mamografia também, com as mesmas indicações de mulheres sem implantes. É necessário, somente, fazer incidências complementares”, esclareceu Camila Macedo.  

“São considerados sinais de alerta nódulos endurecidos e não dolorosos, líquidos transparentes ou com aspecto de sangue saindo pelo bico da mama, repuxamentos na pele, mama com aspectos casca de laranja e vermelhidão e caroços nas axilas. É importante ressaltar que, frente a qualquer mudança brusca e persistente nas mamas, deve-se procurar ajuda especializada, isto é, um mastologista”, orientou.

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