Carregando...
Ao Vivo
Carregando...
Tucuruí, 17 de January de 2021
Sistema Floresta
SBT Ao Vivo

Campanhas de vacinação contra pólio e sarampo são prorrogadas no Pará

Por ORM
Publicado em 01 de dezembro de 2020 às 06:22H

Compartilhe:
Pará precisa alcançar o indicador de 95% de crianças vacinadas contra a pólio, para afastar possibilidade de reintrodução do poliovírus (Pedro Guerreiro / Agência Pará)

As campanhas de vacinação contra poliomielite e sarampo foram prorrogadas até o dia 20 de dezembro no Pará. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), a medida foi necessária para ampliar as coberturas vacinais que continuam baixas. E ambas continuam disponíveis em todos os postos de vacinação dos 144 municípios paraenses.

Até então, 322.308 crianças foram vacinadas contra a poliomielite, representando 54,11% da meta, que é de 95% de um total de 595.688. A vacinação contra o sarampo, voltada às pessoas de 20 a 49 anos de idade, está com um total de 877.125 pessoas vacinadas de uma meta de 3.485.894, correspondendo a uma taxa de 25,16%.

Poliomielite

Segundo a coordenadora estadual de Imunizações, Jaíra Ataíde, o Pará precisa alcançar o indicador epidemiológico de 95% de crianças vacinadas contra a pólio, para afastar qualquer possibilidade de reintrodução do poliovírus selvagem ou mutação do vírus vacinal, ambos ocasionados por baixa cobertura vacinal. Para que essa preocupação seja afastada, é fundamental que as famílias levem suas crianças de um a quatro anos de idade até o posto de vacinação.

“Sabemos que os municípios têm realidades diferentes, mas dos 144 apenas,12 já atingiram a meta da campanha”, informou Jaíra. “Até na capital, Belém, a cobertura continua baixa com taxa de 27,74% de crianças vacinadas de uma meta de 79.468”, acrescentou a coordenadora estadual.

Impacto da covid-19

A baixa procura pela vacina é atribuída, em parte, à pandemia da covid-19, já que muitos pais e responsáveis temem levar as crianças aos postos de vacinação. “Por isso, é importante que as Secretarias Municipais de Saúde façam a busca ativa, ou seja, levem a vacina até à população em ações fora das unidades de saúde”, sugeriu Jaíra Ataíde.

A poliomielite é uma doença contagiosa aguda causada pelo poliovírus, que pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secreções de pessoas doentes. Nos casos graves, pode causar paralisias musculares, principalmente nos membros inferiores, por isso também é conhecida como paralisia infantil.

De acordo com o Ministério da Saúde, a doença permanece endêmica em três países (Afeganistão, Nigéria e Paquistão), não havendo nenhum caso confirmado nas Américas. Como resultado da intensificação da vacinação, no Brasil, não há circulação de poliovírus selvagem (da poliomielite) desde 1990, daí a importância de pais ou responsáveis continuarem vacinando as crianças, pois é a única forma de prevenção.

Sarampo

Sobre o sarampo, independentemente da campanha, a vacina está disponível para as crianças a partir dos 12 meses dentro do calendário básico de vacinação. Trata-se de uma doença infecciosa aguda, viral, transmissível e extremamente contagiosa. A transmissão ocorre pela tosse, fala, espirro ou respiração de pessoas doentes.

Os principais sinais e sintomas são febre, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas na pele. A pessoa deve procurar um serviço de saúde logo que apresentar os primeiros sinais da doença. A suscetibilidade ao vírus do sarampo é geral, e a única forma de prevenção é a vacina.

Dados 

Em 2020, o Pará já tem 5.372 casos confirmados de sarampo, o que corresponde a 64,4% do total de casos confirmados no Brasil, segundo a Sespa. Os dados também apontam que 69% dos casos confirmados no estado foram registrados em pessoas não vacinadas e 13% informaram que haviam tomado ao menos uma dose da vacina.

No que tange à notificação de casos, o diretor de Epidemiologia da Sespa, Bruno Pinheiro, alerta que os casos suspeitos devem ser notificados até 24 horas à Secretaria Municipal de Saúde. “Além disso, deve ser feita investigação com a busca em até 48 horas de contatos não vacinados em todos os locais percorridos pelos casos suspeitos e o bloqueio vacinal dos contatos não vacinados em até 72 horas após a notificação”, explicou.

Ao vivo
Floresta 104,7MHz
Carregando...

Send this to a friend