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Fumantes correm ainda mais riscos durante a pandemia do novo coronavírus

Por ORM
Publicado em 05 de maio de 2020 às 04:29H

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A contaminação pelo novo coronavírus, a covid-19, em pacientes com doenças respiratórias crônicas, em especial os que têm Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), pode ser altamente prejudicial. O alerta aponta como um grupo de alto risco para esse novo coronavírus. Só no Brasil a DPOC afeta seis milhões de pessoas. Destes apenas 12% são diagnosticados e só 18% seguem o tratamento, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

Segundo Oliver Nascimento, pneumologista da Universidade Federal de São Paulo,  os pacientes com DPOC costumam apresentar quadro de agonização em algumas épocas do ano por causa de infecções. E, por isso a preocupação com o novo coronavírus. “O novo coronavírus pode ser uma das causas de levar à descompensação dos pacientes com DPOC. Então, fumar predispõe a condições mais graves ao novo coronavírus. O melhor mesmo a fazer é parar de fumar para evitar a progressão da doença. Seria bom a pessoa aproveitar a ocasião do novo vírus e servir como, mais um incentivo para parar de fumar”, afirma o médico.  

“O problema é que esse vírus ataca exatamente os pulmões e de maneira agressiva. Por conta disso, pacientes com DPOC podem ainda recorrer mais a serviços de saúde e os sintomas como tosse e falta de ar, por exemplo, podem se confundir com os da covid-19”, alerta. Grande parte dos pacientes do DPOC também nem sabem que têm o problema e podem ainda apresentar um quadro mais grave ao serem infectados pelo coronavírus, o que pode levar a óbito. 

Segundo a Sociedade Paraense de Pneumologia e Tisiologia, a DPOC é uma das principais doenças ocasionadas pelo tabagismo e que têm impacto na sociedade. Em geral, os pacientes com  DPOC são indivíduos com idade avançada e com a saúde respiratória comprometida. Oliver Nascimento explica que a DPOC compreende duas doenças, a enfisema pulmonar e a bronquite crônica. 

“A enfisema é destruição dos alvéolos, que é a parte final dos pulmões onde o organismo pega o oxigênio, do ar ambiente, e coloca pra fora o gás carbônico, e tem também a  destruição dessas áreas. A bronquite crônica é a inflamação dos brônquios. Então, a DPOC a causa mais comum é o cigarro. A pessoa que fuma começa a ter inflamação nos pulmões. Aí começa com tosse e  produção de catarro. Quando começa a ter a destruição dos alvéolos passa a ter os sintomas principais da DPOC”, esclarece. 

Portanto, o diagnóstico e a adesão aos tratamentos adequados e o devido acompanhamento são fundamentais para que o paciente mantenha a doença sob controle. As medidas preventivas para quem tem DPOC são determinantes, em especial o isolamento social, distanciamento social,  usar máscaras e luvas, manter a higiene das mãos e outras ações recomendadas pelas autoridades em saúde que possam prevenir o contágio. E, em tempos de novo coronavírus, manter o tratamento contínuo.  
Mesmo com a queda constante nos casos, fumar é nocivo à saúde

As estimativas de novos casos de câncer no pulmão no Brasil, segundo o Instituto do Câncer, em 2020, são de 30.200, sendo 17.760 homens e 12.440 mulheres. Os número de morte são 27.931, sendo 16.139  homens e 11.792  mulheres, em  2017. Dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) revelam que 9,3% dos brasileiros afirmaram ter o hábito de fumar, em 2018. Em 2006 o índice era de 15,6%. Nos últimos 12 anos, a população entrevistada reduziu em 40% o consumo do tabaco. 

Belém foi a terceira capital do País com menor taxa de tabagismo: apenas 4,9% da população afirmou possuir hábito de fumar. Na cidade foram entrevistadas 2.000 pessoas, sendo 706 homens e 1.294 mulheres. Mesmo com a queda constante nos casos desde 2006, o pneumologista Carlos Albério destaca que esse hábito é nocivo para a saúde e que o tabagismo é uma das mais altas dependências químicas, já que contém nicotina na composição. 

Dessa forma, ocasiona a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), além de doenças respiratórias e cardiorrespiratórias, como Acidente Vascular Cerebral (AVC), doenças vasculares periféricas ligadas à aterosclerose e, principalmente, os cânceres de pulmão, gástrico, mama, bexiga e outras.

Primeiros passos para largar de vez o cigarro

– Estar motivado a sair do vício. Não adianta a família mobilizar médicos e/ou investir se o paciente não estiver realmente determinado a parar de fumar;

– Diminuir gradativamente o número de cigarros;

– Evitar carregar o maço ou a carteira de cigarro;

– Evitar deixar cinzeiros em casa;

– Evitar qualquer substância que possa estimular o fumo, tais como café e bebida alcoólica;

– Durante a motivação, falar para as pessoas próximas que está tentando parar de fumar, afim de ajudar no policiamento e no controle.

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