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Ações do Estado contra o coronavírus são aprovadas por 83% da população

Por Dol
Publicado em 07 de abril de 2020 às 09:43H

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Uma pesquisa realizada pelo Instituto Acertar para a Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa) mostra que 83% da população paraense aprova e considera positiva as ações do governo do Estado, tendo à frente o governador Helder Barbalho, em relação em enfrentamento do Covid-19 no Pará. Situação oposta vive o prefeito da capital, Zenaldo Coutinho, que foi reprovado nesse quesito por cerca de 51% da população de Belém. Situação parecida a de Coutinho vive o presidente da República Jair Bolsonaro, cuja rejeição em relação às ações de prevenção e combate o novo Coronavírus chega a 44%.

O levantamento foi realizado entre os dias 29/03 a 5/04 que entrevistou, por telefone fixo e móvel, 2.432 pessoas com idade a partir de 16 anos, em 31 municípios, nas seis mesorregiões que compõem o Estado do Pará. A margem de erro no total da amostra é de 2 pontos percentuais com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi coordenada por Américo Canto, diretor de pesquisa do Instituto Acertar.

No levantamento, o governador Helder Barbalho aparece com uma avaliação positiva de 82,6% e negativa de apenas 2,8%. Zenaldo Coutinho teve avaliação positiva de 14,1% e negativa na ordem de 50,7%. Já o presidente Jair Bolsonaro foi avaliado positivamente por 27,3% dos entrevistados. Outros 43,9% dos consultados consideraram a gestão de crise na pandemia do presidente como negativa.

Dos entrevistados, 70,7%, responderam que acompanham o movimento do governo estadual em relação as medidas adotadas, com a intenção de reduzir a disseminação/transmissão do Covid-19 e se consideram bem informados sobre tais ações. Outros 26,5% não têm acompanhado com frequência e, por isso, não estão bem informados das ações. Apenas 2,9% afirmaram que estão desinformados.

Para o grupo de entrevistados bem informados, as medidas de fechar escolas, bares e restaurantes, shopping e a suspensão das viagens interestaduais, têm o apoio de 88,8%. Outros 6,1% disseram que essas medidas são insuficientes ou paliativas, e apenas 4,7% acreditam que tais medidas são exageradas e causam prejuízos para os trabalhadores e empresários.

Quanto ao fato do Estado do Pará estar ou não pronto para o enfrentamento da Covid-19, 44,3% acreditam que o Estado está um pouco preparado para encarar o coronavírus. Outros 12,8% dos entrevistados disseram que o Pará está muito preparado e 41,1% declararam que não está nada preparado para a pandemia. Já 1,8% preferiu não responder ao questionamento.

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A pesquisa aponta um dado alarmante: aumentou o índice da população do Estado do Pará que está menos preocupada em relação a pandemia, na ordem de 54%. São pessoas que se arriscam mais, mesmo tendo ciência das orientações diárias para permanecer em casa.

Segundo o estudo, é um público que se espalha por todas as regiões do Estado, mas tem concentração bem expressiva na capital e nas regiões metropolitanas (62,7%), Marajó (55,3%) e Baixo Amazonas (60,8%). Essas pessoas estão em todas as faixas etárias de idade, com leve ascendência junto aos jovens e pessoas com até 44 anos. É o público mais disposto a sair de casa, apesar das recomendações.

Outro dado que chama a atenção é que, apesar da grande quantidade de matérias publicadas diariamente nos veículos de comunicação, a pesquisa encontrou 18% de paraenses que têm dúvidas sobre a pandemia, mas que afirmam a necessidade de permanecer em casa durante este período. As dúvidas se fazem mais presentes junto as pessoas jovens de 16 a 24 anos e os mais velhos de 60 anos a mais.

O estudo identificou também que são os estudantes com ensino fundamental, pessoas com baixo rendimento familiar, aposentados e pessoas que estão no mercado informal que dizem haver muitas informações desencontradas, o que gera dúvidas, principalmente nas redes sociais e esse fato contribui para a não prevenção devida, e indicada pelos órgãos da saúde pública. Por outro lado, 81,2% responderam que estão bem informados e estão tomando as providências devidas e 0,8% são os que estão desinformados ou mal informados sobre a temática em estudo.

IBGE fará levantamento relacionado à doença

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Ministério da Saúde irão promover um formato inédito da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). A Pnad-Covid como será chamada, tem como objetivo mapear os impactos da pandemia no Brasil, principalmente em relação ao mercado de trabalho. Os dados dessa nova versão serão divulgados semanalmente.

Segundo a coordenadora estadual da Pnad, Ângela Gemaque, a nova pesquisa foi pensada para acompanhar as mudanças que ocorrem rapidamente devido à propagação do vírus. “Essa pandemia produz mudanças muito rápidas no mercado de trabalho. Há duas semanas as pessoas estavam indo trabalhar e de uma hora pra outra tudo mudou. Então, a Pnad não tinha como acompanhar essa série de mudanças repentinas e mensalmente, como era feita”, explica.

Outra amostra também será levantada pela pesquisa no decorrer das semanas, verificando as pessoas que possam vir apresentar os sintomas ligados a síndrome gripal. “Essas vão ser acompanhadas semana após semana para que haja a avaliação da evolução da doença”, disse a representante.

Além do acompanhamento do quadro de saúde desses pacientes, perguntas referentes aos procedimentos adotados por eles, durante a permanência dos sintomas, também deverão ser respondidas. “Assim, o Ministério da Saúde terá elementos para acompanhar a doença e também o próprio impacto disso no sistema hospitalar. De maneira que possa adotar novas medidas e o fornecimento de apoio necessário nesse momento”, informou a coordenadora.

O questionário da entrevista será aplicado à população participante por telefone, através dos servidores do IBGE, que farão as perguntas selecionadas pela equipe técnica do órgão. “A Pnad-Covid só vai funcionar se as pessoas nos atenderem. Para isso estamos contando também com o apoio da Anatel que disponibilizou seu banco de dados e das operadoras de telefone, para que possamos fazer o pareamento com os nossos próprios cadastros e desenhar essa amostra”, conta.

Para que não haja dúvidas a respeito da veracidade da pesquisa ou para que as pessoas não caiam em golpes, a coordenadora estadual da Penad diz o seguinte: “Ao atender a chamada, a pessoa pode solicitar do entrevistador o número de um documento oficial como RG, CPF, número de matrícula institucional ou ainda até mesmo, o nome completo daquela pessoa que está ligando. Em seguida, dizer que vai checar a documentação e pedir para retornar o contato depois”, orienta.

Com os dados em mãos, o cidadão pode acessar pela internet. Ao abrir o site, procurar pelo campo “verificar identidade do entrevistador”. Em seguida, preencher o espaço. A coordenação ressalta ainda que o IBGE não solicita informações sigilosas como número de conta bancária, senhas ou qualquer outro tipo de informação não relacionada ao tema.

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