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Apenas 12% dos casos de asma no Brasil estão sob controle

Por R7
Publicado em 20 de maio de 2019 às 12:16H

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De acordo com profissionais de saúde, os remédios existentes na rede pública, seja por meio de postos de saúde ou farmácias populares, são suficientes para tratar 90% dos casos de asma no Brasil. Mesmo assim, segundo o membro da Comissão de Asma da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) José Eduardo Delfini Cançado, apenas 12% das pessoas asmáticas no País estão com a doença controlada, sem os sintomas.

Para os especialistas, as razões para que 88% dos pacientes não estejam fazendo o tratamento correto se dá por falta de informação e conscientização sobre o tema. Cançado explica que é preciso redesenhar a forma como se enxerga a doença no Brasil. “Não adianta distribuir o remédio se o paciente o utiliza da maneira errada”, explica.

Isso se dá, segundo a Coordenadora da Comissão de Políticas de Saúde da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), Norma Rubini, por falta de capacitação dos profissionais de saúde. A lógica defendida pelos especialistas é que médicos, enfermeiros e assistentes sociais capacitados poderiam não só fazer o diagnóstico correto na origem, na medicina básica, como também se incumbir do acompanhamento da maior parte dos doentes que chegam aos postos e hospitais.

Além da pouca capacitação profissional existe também a falta de informação à sociedade. Apesar de a asma exigir tratamento a vida toda, muitos pacientes o interrompem quando a saúde deles melhora. “Sentimos falta da educação sobre o assunto. É uma doença com grande impacto social e econômico no Brasil, mas muito pouco discutida”, diz Cançado.

Para Norma, é urgente definir estratégias para levar a informação a todo o País. E, de preferência, que sejam políticas de Estado, não de governo. Ou seja, que durem mais que apenas um mandato do Executivo.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, a asma atinge mais de 20 milhões de pessoas no Brasil e causa mais de 2 mil mortes por ano no país. Sintomas como falta de ar acentuada ou até mesmo dificuldade para falar as frases de uma só vez, podem ser sinal de crise. A asma grave não tem cura, mas algumas dicas podem amenizar o problema.

Faça exercícios – A atividade física regular é essencial em qualquer indivíduo, inclusive naqueles portadores de asma. É um hábito de vida saudável e essencial para auxílio na promoção de saúde. Não há nenhuma contraindicação para realização de atividade física em pacientes com asma. Muito pelo contrário, pois exercício físico regular melhora o condicionamento físico e bem-estar geral. Se um paciente com asma apresentar sintomas da doença aos exercícios, deve procurar seu médico para tratar este problema, e nunca abandonar este importante hábito de vida. Sintomas de asma durante os exercícios tem tratamento. Sedentarismo hoje é considerado um péssimo hábito para a saúde.

Boa alimentação é essencial – O excesso de peso dificulta o controle da doença por interferir no metabolismo e na capacidade de respirar das pessoas com asma. A gordura no corpo (tecido adiposo) produz substâncias que agravam inflamações em estruturas do pulmão.

Muito cuidado com substâncias que causam alergia – A reação alérgica é uma parte do que acontece na asma. Hoje se sabe inclusive que existem alguns tipos de asma sem o componente alérgico. No entanto, o componente alérgico em um paciente com asma é muito comum (principalmente em crianças), estando associado a persistência dos sintomas durante a vida toda e maior gravidade da doença. Por característica genética, um paciente com asma torna-se sensibilizado a alérgenos ambientais, e quando exposto a eles, inicia um processo de resposta inflamatória nos brônquios (secreção, edema e contração da musculatura brônquica). As causas mais comuns de alergia respiratória são por ácaros domésticos, fungos (mofo), barata, gramíneas, pólen e animais domésticos. Evitar uma maior exposição a estes fatores ambientais são importantes no controle da doença, mas o tratamento medicamentoso profilático é essencial naqueles com asma não controlada.

Proteja-se contra gripes e resfriados – O grande vilão das crises de asma, o desencadeante mais comum, é a presença de uma infecção respiratória viral, tanto em adultos quando em crianças. Inúmeros vírus respiratórios circulam por ano entre adultos e crianças, e o influenza (vírus da gripe) é somente um tipo deles. O influenza é um vírus mais agressivo e pode resultar em uma crise grave. A melhor forma de prevenção é realizar a vacina da gripe todo o ano, e o paciente com asma tem indicação formal de vacinação, por isso pode se vacinar de graça no sistema de saúde público.

Alguns medicamentos podem gerar uma crise de asma – Por mais que os medicamentos sejam produtos desenvolvidos para fazer bem ao organismo, há alguns que podem iniciar uma crise nos asmáticos. AAS (ácido acetilsalicílico) e outros anti-inflamatórios, betabloqueadores usados para tratar hipertensão arterial e glaucoma são alguns exemplos. O uso de aspirina também pode ser um importante desencadeante de sintomas de asma e deve ser sempre evitado. Se faz uso desses tratamentos, não esqueça de conversar com o médico na próxima visita.

Refluxo não afeta só a parte digestiva – O refluxo gastro-esofágico é um problema relativamente comum no adulto, e em pacientes com asma. Deve ser sempre investigado pelo seu médico, e quando diagnosticado e não tratado, pode dificultar o controle da asma. Em crianças com asma, seu papel em relação a piora da asma é menos claro, e deve ser sempre criteriosamente avaliado por um especialista.

A asma é uma doença crônica, no entanto, tem tratamento. Os pacientes podem ter uma rotina normal se prevenirem as crises e fizerem o tratamento adequado. Entretanto, quando não controlada, a asma pode comprometer a qualidade de vida e gerar hospitalizações constantes, com risco inclusive de morte pela doença. Os tratamentos atuais podem reduzir o número de exacerbações em 78%, o número de idas à sala de emergência em 87% e as taxas anuais de hospitalizações em 96%, de acordo com estudo desenvolvido pelo Departamento de Medicina da Universidade de Roma.

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