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Dois meses após 1º caso, governo fará campanha sobre o coronavírus

Por G1
Publicado em 06 de maio de 2020 às 22:51H

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O ministro da Saúde, Nelson Teich, anunciou nesta quarta-feira (6) a divulgação “em um ou dois dias” da data de início de uma campanha publicitária com orientações do governo sobre o coronavírus.

A campanha do governo foi anunciada pelo ministro mais de dois meses (70 dias), após o registro do primeiro caso de coronavírus no Brasil, em 26 de fevereiro.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil tem 8.536 mortes por covid-19. Ao todo, 125.218 casos de infecções já foram confirmados. Nas últimas 24 horas, foram confirmadas mais 615 mortes e 10.503 novos casos. Trata-se do maior aumento diário no total de mortes e de casos novos de coronavírus desde o começo da pandemia.

Durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto, Teich – que assumiu o ministério em 17 de abril – disse que a divulgação de uma campanha publicitária foi uma sugestão feita pelo presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o ministro, durante uma reunião nesta terça-feira (5), Bolsonaro “realçou” que o governo deveria falar “um pouco mais da doença neste momento”.

“Simplesmente, eu estou seguindo uma sugestão que ele [Bolsonaro] deu, e a gente vai fazer isso aí. Porque a gente tem coisas no site, a gente tem orientações, mas, intensificar essa comunicação, acho que realmente vai ser importante”, disse o ministro da Saúde.

Questionado sobre um prazo para a divulgação da campanha, Teich respondeu:

“Não vou te dar isso [o prazo] aqui agora. Comecei a ver isso hoje. Não vai demorar, mas não vou dizer que vai ser daqui a três dias. Isso daí [o prazo] eu posso te falar, talvez, daqui a um ou dois dias. Isso foi definido de ontem para hoje. Então, também não quero me comprometer com uma data exata. Senão, pode ser que passe um dia, dois. Mas vai ser rápido”, afirmou.

Segundo o ministro, a curva de contaminação não está caindo em relação às mortes. “Então a gente vai ter que prestar atenção nisso e intensificar um pouco mais a nossa comunicação com a sociedade, falando dos cuidados”, acrescentou o ministro.

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Durante a entrevista coletiva, Teich deu poucos detalhes sobre o que será abordado na campanha. Ele afirmou que as orientações serão direcionadas para cada tipo de situação.

“Vai ter lugares em que você vai fortalecer ali a lavagem das mãos, o álcool em gel, a elegância na tosse, essas coisas. E, em outros lugares, você vai ter que explicar para as pessoas o que está acontecendo e por que elas têm que ficar fora. Então, para cada lugar, você vai ter que ter uma estratégia”, disse.

Para o ministro, as campanhas não podem ser genéricas. “Vão ter que ser específicas para cada tipo de abordagem”, afirmou.

Fila única

Em razão do aumento no número de casos e de internações, alguns especialistas estão defendendo a adoção de uma fila única por leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A ideia consiste na unificação dos leitos de UTI das redes pública e privada de saúde. O paciente em situação grave provocada pela Covid-19 entraria em uma fila única de leitos, independentemente de ser usuário da rede pública ou privada.

Durante a coletiva desta quarta-feira, o ministro Nelson Teich foi questionado sobre a hipótese de adoção da fila única. Para ele, o assunto é “bastante delicado”.

“É uma discussão sobre você incorporar os leitos do serviço privado. Isso não é uma discussão de fila, isso é uma discussão de incorporação. Eu tenho que estudar com muito mais cuidado. Isso tem implicações que vão além deste momento […]. Isso pode gerar uma insegurança para aqueles que trabalham nos hospitais privados, isso pode ser ruim no longo prazo”, afirmou.

Teich disse que seria “irresponsável” dar um posicionamento sobre o tema neste momento, mas que a ideia deve ser tratada como uma “cooperação” por parte da rede privada e não como uma “tomada” de leitos por parte do governo.

“Isso vai além da saúde, isso é sobre como as pessoas de fora vão olhar para a gente. Tem muito mais implicações que a Covid. Essa discussão vai acontecer no detalhe, vai ter uma sequência de ações, e, numa situação extrema, a gente senta e conversa”, declarou.

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