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Excesso de ácido ascórbico (vitamina C) utilizado para ‘maquiar’ carne podre pode provocar câncer, diz especialista

Por R7
Publicado em 17 de março de 2017 às 10:59H

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Substância pode levar a sobrecarga renal, alerta nutricionista .

Ácido ascórbico era utilizado para mascarar carne podre Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Ácido ascórbico era utilizado para mascarar carne podre
Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Ao menos um dos frigoríficos investigados na Operação Carne Fraca comprava carne podre e disfarçava o sabor com ácido ascórbico, mais conhecido como vitamina C. Uma auxiliar de inspeção de uma das empresas atestou diversas irregularidades e afirmou que a substância química era cancerígena. A informação consta na decisão da Justiça Federal do Paraná e foi confirmada pela professora de nutrição da Escola Paulista de Medicina da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) Anita Sachs.

De acordo com a especialista, o ácido ascóbico, se consumido em longo prazo, pode provocar sobrecarga renal e, consequentemente, levar ao câncer.

— A quantidade máxima recomendada por dia é entre 45 e 50 mg. Isso é o que está presente em uma laranja, uma mexirica, uma fatia de mamão ou uma de manga, por exemplo.

Operação Carne Podre

A PF (Polícia Federal) está nas ruas do País nesta sexta-feira (17) para cumprir a maior operação da história da corporação. Chamada de “Carne Fraca”, a ação mira a venda de alimentos adulterados e conta com a atuação de 1.100 agentes federais.

Eles cumprem 309 mandados judiciais em sete Estados brasileiros: São Paulo, Distrito Federal, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás. Entre os alvos da PF, estariam executivos dos frigoríficos JBS, da BRF e da Seara.

Expedidas pela 14ª Vara da Justiça Federal de Curitiba (PR), as ordens judiciais estão assim divividas: 38 de prisão (27 preventivas e 11 temporárias), 77 de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão em casas e locais de trabalho dos investigados e em empresas supostamente ligadas ao grupo criminoso.

Após quase dois anos, as investigações identificaram uma organização criminosa liderada por fiscais agropecuários federais e empresários do agronegócio. Os agentes públicos suspeitos pertencem às Superintêndencias Regionais do Ministério da Pesca e Agricultura do Estado do Paraná, Minas Gerais e Goiás e atuavam diretamente para proteger grupos empresariais em detrimento do interesse público.

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