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Ministério da Saúde diz que governo só irá comprar vacina contra Covid-19 após aval da Anvisa

Por O Globo
Publicado em 29 de dezembro de 2020 às 23:59H

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O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto Foto: Júlio Nascimento/Presidência

O secretário-executivo do Ministério da Saúde Elcio Franco, afirmou nesta terça-feira que o governo só irá comprar vacinas contra Covid-19 após os laboratórios conseguirem o registro emergencial ou definitivo junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ele disse que ficou surpreso com declarações do  laboratório Pfizer sobre o protocolo da agência reguladora. 
 

—  Nós não nos opomos a qualquer diálogo com a Pfizer. Não temos criado nenhuma dificuldade, apenas primamos pela segurança que solicitem o registro para autorização de uso emergencial. Essa é a condição para a gente poder adquirir (a vacina) porque teremos o aval da Anvisa —  disse o secretário, completando:

—  Se falta algum dado para ela conseguir autorização junto à Anvisa, ela não nos solicitou.

De acordo com as negociações com o governo, a Pfizer entregaria 2 milhões de vacinas no primeiro semestre de 2021. Um dos maiores problemas seria a logística, já que o imunizante precisa de refrigeração de 70 graus negativos.

No pronunciamento feito pela Pfizer, o laboratório disse que o Brasil exige “análises específicas” que deixam o processo mais lento. O secretario afirmou que as exigências da Anvisa são as mesmas da FDA (Food and Drug Administration), a agência reguladora dos Estados Unidos.

Franco também destacou que, no caso de pedido para aplicação da vacina em uso emergencial, o imunizante será designado para uso em grupos específicos e não para vacinação em massa.

Além de obter o registro junto à agência reguladora, ele  enfatizou que é necessário que os laboratórios “façam a sua parte” e entreguem doses suficientes para serem distribuídas para uma campanha de vacinação. Também voltou a reforçar que até hoje nenhum laboratório entrou com pedido de registro de vacina no Brasil.

—  O Ministério da Saúde enquanto Ministério da Saúde tem feito a sua parte, fizemos o plano (nacional de imunização), estamos com a operacionalização pronta, nos preparando para esse grande dia, mas precisamos que os laboratórios solicitem o registro —  disse o secretário-executivo.

O presidente Jair Bolsonaro  também questionou ontem os laboratórios que desenvolvem imunizantes  por ainda não terem feito pedido de uso emergencial ou de registro na Anvisa.

Na entrevista, Elcio Franco reafirmou os prazos para o início da vacinação, que já haviam sido mencionados antes pela pasta.

— Na melhor hipótese, nós estaríamos começando a vacinação a partir do dia 20 de janeiro. Num prazo médio, entre 20 de janeiro e 10 de fevereiro. E no prazo mais longo, a partir de 10 de fevereiro”, disse o secretário-executivo.

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