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Número de endividados cai, mas ajuste das famílias é lento

Por MSN
Publicado em 01 de fevereiro de 2017 às 11:58H

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O endividamento das famílias, estimulado nos governos lulopetistas, continua sendo um dos maiores obstáculos à reativação do crédito e da atividade econômica, como evidenciam os resultados de 2016 da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Houve queda de 3,9% do número médio de famílias endividadas, mas o porcentual ainda é elevado e a inadimplência cresceu. Níveis menores de endividamento parecem ser necessários para soerguer a confiança dos consumidores e facilitar a retomada econômica.

A média anual de famílias endividadas atingiu o patamar mais alto da década em 2013 (62,5%), caindo para 61,9% em 2014, para 61,1% em 2015 e para 58,7% no ano passado.

Mas tanto o porcentual de famílias com contas em atraso está crescendo (de 20,9% em 2015 para 23,6% em 2016) como o mesmo ocorre com o porcentual de famílias sem condições de pagar as dívidas em atraso (de 7,7% em 2015 para 8,9% no ano passado).

Entre 2015 e 2016, assim, aumentou em 25,2% o porcentual de famílias com dívidas em atraso ou sem condições de pagá-las. Houve, portanto, agravamento da inadimplência, com efeitos negativos sobre a disposição dos bancos de oferecer crédito a custos menores, o que seria possível em razão da queda do juro básico.

As dificuldades de tomar crédito, consumir ou apenas pagar as contas são maiores nas famílias que percebem até 10 salários mínimos mensais: nestas, 26,4% têm contas em atraso e 10,3% não poderão pagar as dívidas. Nas famílias com renda superior a 10 salários mínimos, esses porcentuais são de 11,4% e de 3,6%, respectivamente.

É evidente a deficiência de educação financeira de grande número de famílias, que tomaram crédito a custo alto e não têm folga no orçamento. O cartão de crédito lidera as dívidas problemáticas, afetando 77,1% das famílias endividadas, seguindo-se carnês, financiamentos de autos e crédito pessoal.

A pesquisa da CNC, feita com 18 mil famílias, mostra que 2016 foi um ano crítico para o endividamento. A reversão desse quadro será mais fácil com a queda da inflação e seu impacto positivo sobre o poder aquisitivo.