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Pará fica em 2º lugar na geração de empregos

Por DOL
Publicado em 10 de janeiro de 2021 às 19:49H

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Foi no período de grandes incertezas em relação à economia mundial que o farmacêutico Mauro Athayde se viu diante da necessidade de aumentar o quadro de funcionários para atender à demanda da sociedade. Ainda no início do ano de 2020, com o surgimento da pandemia, a procura por álcool em gel ganhou proporções muito acima da normalidade e o aumento da produção foi inevitável. Hoje, mesmo com o cenário já mais controlado, os funcionários contratados em decorrência do aumento da demanda continuam no quadro.

O cenário de geração de oportunidades pelas micro e pequenas empresas paraenses se evidencia não apenas no caso do Laboratório São Lucas, mas de muitas outras empresas de mesmo porte presentes no Estado. Uma pesquisa realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) aponta que, entre julho e outubro de 2020, as micro e pequenas empresas geraram quase o dobro de postos de trabalho do que as empresas de médio e grande porte no Brasil, sendo que o Estado do Pará ficou em segundo lugar no ranking da geração de empregos, atrás apenas de outro estado da Região Norte, Roraima.

Com um quadro de funcionários que engloba uma média de 40 pessoas, o Laboratório São Lucas, que inclui a indústria farmacêutica e duas farmácias de manipulação, oportunizou o preenchimento de quatro vagas durante o período mais intenso da pandemia em Belém. Sócio-proprietário e farmacêutico responsável do Laboratório São Lucas, Mauro Athayde explica que a principal demanda, à época, foi pelo álcool em gel que estava em falta em toda a indústria.

“A matéria-prima para a produção do álcool gel geralmente é importada, geralmente vem da China, e logo no início da pandemia as empresas distribuidoras que vendem carbopol no país inteiro ficaram sem essa matéria-prima”, lembra. “Quando começou a pandemia aqui eu estava preparado com um bom estoque de carbopol. A procura foi muito grande, então eu tive que aumentar o meu quadro de funcionários e acabei ficando com eles, até porque também trabalhamos com a vitamina C e zinco, com sulfato de zinco, vitamina D, polivitamínico, própolis, todos esses suplementos naturais”.

Hoje, Mauro destaca que a empresa, que é familiar e de pequeno porte, já vem expandindo a distribuição de seus produtos para outros estados do Norte e para alguns estados do Nordeste, como Amapá, Bahia, Paraíba, Ceará e Amazonas. Por enquanto, o quadro de funcionários atual está suprindo a demanda, mas ele não descarta a possibilidade de ter que fazer novas contratações no futuro. “Até agora, com essas quatro contratações a mais, o quadro de funcionários está suprindo a necessidade. Mas a perspectiva é que melhore, lógico, e com isso vai ter que contratar mais funcionários, sim”.

Cenário

O cenário positivo vislumbrado pelo farmacêutico é reafirmado pelo diretor-superintendente do Sebrae no Pará, Rubens Magno. O representante do Sebrae destaca que os pequenos negócios fizeram e continuam fazendo a diferença neste cenário de pandemia, sobretudo quando se avalia a conjuntura do Estado do Pará.

“Apesar da queda dos índices econômicos no país, durante todo o ano de 2020, até o mês de outubro, o Pará foi responsável por cerca de 22 mil empregos com carteira assinada – todos oriundos dos pequenos negócios – sendo que, somente naquele mês, foram contratados quase 6.200 novos trabalhadores no Estado”, destaca. “Um feito a se comemorar em um tempo de tanta dificuldade”.

O diretor-superintendente ressalta, ainda, que no período de janeiro a outubro do ano passado foram geradas quase 42 mil contratações em toda a região Norte, sendo o Pará responsável por mais de 50% do saldo da região no mesmo período. “Com esses dados, fica evidente a importância dos pequenos negócios, sejam eles microempreendedores individuais, micro empresas, empresas de pequeno porte ou produtores rurais”, considera. “O trabalho do Sebrae ganha destaque por estar diretamente ligado ao fomento e crescimento desses negócios e por garantir atendimento nesse momento de grande desafio para todos”.

Até 31 de dezembro de 2020, o Pará contava com 341.616 pequenos negócios registrados, sendo 241.181 Microempreendedores Individuais (MEI) e 100.435 Micro e Pequenas Empresas (MPE) e Empresas de Pequeno Porte (EPP). Tal quantitativo representa 98% das empresas do Estado. “Todos esses números evidenciam a importância dos pequenos negócios em todos os segmentos da economia, na geração de renda, de emprego e na promoção da cidadania e da dignidade de cada cidadão”.

Setores

Setores em que as micro e pequenas empresas mais empregaram no país, no acumulado de janeiro a outubro de 2020

1. Construção Civil, com saldo de 137,1 mil novas vagas

2. Agropecuária, com 29,7 mil postos

Fonte: Agência Sebrae de Notícias.

714,3 mil

postos de trabalho foram gerados pelas micro e pequenas empresas em todo o Brasil no período entre julho e outubro de 2020.

364,8 mil vagas

foram geradas, no mesmo período, pelas empresas de médio e grande porte no país,

81,12 vagas

a cada mil empregados foram geradas em Roraima, levando o Estado à primeira posição no ranking de outubro.

63,21 vagas

a cada mil empregados foram geradas no Pará, fazendo com que o mesmo ficasse em segundo lugar no ranking da geração de empregos.

*Os dados constam em levantamento feito pelo Sebrae, com informações do Novo Caged do Ministério da Economia, que compila o encerramento e a abertura de vagas em todos o país.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias.

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