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Paraenses lidam com a pandemia em estados com maiores taxas de infecção

Por ORM
Publicado em 13 de abril de 2020 às 11:07H

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Atualmente, o Pará tenta lidar com a pandemia no sentido de frear o número de infectados a cada dia; mas por todo o país, outros paraenses têm vivido a realidade de outros estados onde o número de infectados sobe de forma rápida: é o caso de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Amazonas.

No Amazonas, quarto estado brasileiro com maior número de casos, a situação atual é preocupante. O estado soma mais de 1200 casos e o governo corre na construção de hospitais de campanha para evitar o colapso do sistema de saúde. O paraense Antônio Aguiar, 46, mora na capital Manaus desde 2010, e acredita que as medidas tomadas pelo governo do estado e município têm ajudado a atenuar a situação.

Antônio é consultor financeiro e já trabalha de casa há algumas semanas. Ele acredita que o surto da doença na cidade pode ter dois motivadores principais: o turismo e a grande presença de estrangeiros na Zona Franca de Manaus.

“No nosso caso, por conta do polo industrial tem presença constante de pessoas de diversos países. Tem uma gama de empresas sediadas aqui, e um movimento constante de chineses e coreanos. O surto também ocorreu logo após o período dos cruzeiros, foram em torno de sete que já tinham entrado aqui quando começou, cada um com mais de 2 mil pessoas”, explica Antônio.

Ele também relata que na última semana, o isolamento passou a ser ignorado por algumas pessoas, motivado pela crise política. “Com a questão do discurso do presidente houve um certo relaxamento, e as pessoas voltaram a circular. Na Zona Leste, que ocupa metade da população da cidade, foi preciso mais decretos para ser mais rígido, porque lojas estavam abrindo normalmente”, conta.

Em Fortaleza, terceiro estado no número de infectados, a paraense Edilaine Magno, 37, também enfrenta o isolamento. Professora do ensino infantil e fundamental, ela mudou-se para a capital cearense com a família há cinco anos.

Edilaine relembra que com a confirmação do primeiro caso, o governo do Estado correu com as medidas de proteção.

“Lembro que foi confirmado o primeiro caso um dia, e dois dias depois já estávamos em isolamento social. Ficamos em casa isolados e começaram a dispensar as aulas. Acredito que está dando certo na contenção de casos, embora muita gente ainda não respeite. Mas o governo está fazendo o possível para ajudar essa questão”, relata

A publicitária Sibely Nunes, 23, mudou-se para a capital paulista no início de março, quando a cidade ainda começava a ter os primeiro casos. Ela conta que uma semana após sua chegada, entrou em isolamento social, e tem saído de casa apenas para ir ao supermercado e farmácia.

“Na quinta-feira, véspera do feriado, fui ao mercado e me assustei com a quantidade de gente na rua. Acredito que essa movimentação rolou em todo Brasil por conta do feriado. Vi alguns amigos comentando nas redes sociais que por Belém não estava diferente. Apesar da rua cheia, percebi que mais pessoas estavam de máscara”, observa ela.

O publicitário João Loureiro, 26, mudou-se para o Rio de Janeiro em 2017, e atualmente também está em isolamento social para se proteger da doença. Parte do grupo de risco, depois de ter sido internado com quadro de pneumonia no início do ano, João desenvolveu bronquite e asma.

Atualmente em home office, ele relata que por lá, desde o início da semana passada, sentiu que as pessoas voltaram a trafegar normalmente pelas ruas, mas a quantidade de veículos tem diminuído.

“Desde que começou ainda não usei o transporte público. Tenho visto que supermercados e farmácias estão funcionando; também tenho pedido comida por delivey, mas o entregador deixa na portaria”, explica ele sobre a nova rotina, sem deixar de ter esperança no futuro. “Estou tentando não surtar, acredito que todo mundo está assim. Mas torcendo para que isso acabe logo”.

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