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PM esquece celular no carro, acusa e mata jovem negro em SP

Por Metropoles
Publicado em 13 de agosto de 2021 às 00:03H

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Um cabo da Polícia Militar de São Paulo, Silvio Pereira dos Santos Neto, de 29 anos, foi preso em flagrante no último sábado (7/8) depois de ter matado, com dois tiros, um jovem negro, de 20. Clayton Abel de Lima foi acusado pelo agente de ter roubado um celular. No entanto, o aparelho em questão havia sido esquecido pelo PM dentro do veículo. As informações são do portal Ponte.

Segundo informaram testemunhas ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga o caso, Neto e Lima chegaram por volta das 3 horas da madrugada de sábado, juntos e bêbados, a um bar na rua Basílio Alves Morango, na Vila Medeiros, zona norte de São Paulo.

Alguns minutos mais tarde, uma confusão entre eles começou. O PM começou a acusar Lima de ter roubado o aparelho de celular dele. Foi aí que, em meio uma intensa discussão com a vítima, o policial sacou a arma e disparou dois tiros.

Em depoimento aos militares que atenderam a ocorrência, Neto disse que havia “sofrido” uma tentativa de roubo e reagido. Durante perícia no carro do PM, além do celular, foram encontrados um cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) e um boleto bancário em nome da vítima. O delegado Ricardo Lemes de Araujo, do DHPP, indiciou o agente por homicídio doloso.

Segundo Araujo, o cabo não estava “confinado em situação de perigo que justificasse reação imoderada e desproporcional”. O policial está em prisão preventiva. O Ministério Público Estadual o denunciou por homicídio qualificado por motivo fútil.

“O crime foi cometido por motivo torpe consistente em vingança por um suposto furto de celular que o indiciado acreditava que a vítima tivesse cometido contra ele. Foi, ainda, cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, que não imaginava que seria alvejada pelo indiciado e foi atacada por ele de forma inesperada”, argumentou a promotora Tatiana Calé Heilman.

Questionada pelo portal Ponte, as assessorias da Secretaria da Segurança Pública, da Polícia Militar e da Oliveira Campanini Advogados Associados, que representa Silvio no processo, não se manifestaram.

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