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SP registra a primeira morte pelo novo coronavírus no Brasil

Por G1
Publicado em 17 de março de 2020 às 12:10H

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O estado de São Paulo registrou o primeiro caso no Brasil de morte de pessoa infectada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2), segundo informou o governo estadual nesta terça-feira (17). O homem tinha 62 anos e estava internado em um hospital particular. Ele tinha histórico de diabetes e hipertensão, além de hiperplasia prostática — um aumento benigno da próstata que não é uma doença, mas uma condição comum em homens mais velhos que pode causar infecções urinárias. 

Até a última atualização desta reportagem, não havia sido divulgada a cidade onde o homem morava e nem se ele viajou ao exterior ou se teve contato com alguém contaminado no Brasil.

Nesta manhã, no momento em que a morte foi anunciada pelo governo de São Paulo, havia 301 casos da doença causada pelo vírus, a Covid-19, confirmados pelas secretarias de Saúde dos estados. Boletim do Ministério da Saúde desta segunda-feira (11) confirmava 234 casos. 

A Secretária Estadual de Saúde confirmava, ainda na segunda-feira, 152 casos da doença em São Paulo. O número era mantido até a manhã desta terça. Ao todo, são mais 1.777 casos suspeitos de coronavírus no estado. 

O governo de São Paulo avalia que o surto de coronavírus deve durar “de quatro a cinco meses”. No entanto, as medidas restritivas adotadas pela administração estadual, como a suspensão das aulas e a restrição de eventos (leia mais abaixo), não devem ser aplicadas durante todo este período. 

Estado de emergência na cidade de SP

Estação do Metrô Pinheiros, em São Paulo, vazia na manhã desta terça-feira (17) em meio a medidas do governo do estado e da prefeitura da capital para reduzir a circulação de pessoas  — Foto: Laís Modelli/G1
Estação do Metrô Pinheiros, em São Paulo, vazia na manhã desta terça-feira (17) em meio a medidas do governo do estado e da prefeitura da capital para reduzir a circulação de pessoas — Foto: Laís Modelli/G1 

Nesta terça-feira, foi publicado no Diário Oficial da cidade de São Paulo decreto de estado de emergência, que permitirá à Prefeitura requisitar bens e serviços de pessoas naturais e jurídicas, com pagamento posterior de indenização justa. 

Isso significa dizer que a Prefeitura poderá, por exemplo, exigir dos fabricantes de álcool em gel que vedam o produto a “preço justo” em caso de falta. O decreto de emergência também autoriza a dispensa de licitação para aquisição de bens e serviços destinados ao enfrentamento da emergência. 

Foram impostas, ainda, uma série de medidas para restrição da circulação de pessoas na capital paulista e no estado. As aulas nas escolas municipais e estaduais estão sendo suspensas, de forma gradual, desde o início da semana e devem ser totalmente interrompidas até sexta-feira (20). A suspensão também ocorre em escolas particulares e universidades. 

O governo estadual determinou o cancelamento de eventos públicos estaduais, independentemente do número de pessoas. A Prefeitura de São Paulo deverá suspender o alvará para grandes eventos, que já estão sendo cancelados e adiados. 

Funcionários públicos com mais de 60 anos, com exceção dos que atuam nas áreas de Segurança e Saúde, irão trabalhar de casa. A Prefeitura de São Paulo recomendou que os idosos, acima de 60 anos, evitem usar o transporte público para evitar o risco de contaminação e proliferação da doença. 

As medidas mudaram o cenário da cidade de São Paulo, que tinha poucos carros e pedestres nesta segunda e na terça-feira. Às 8h desta terça, as ruas da cidade estavam vazias e o índice de lentidão estava bem abaixo da média. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), às 7h havia 7 quilômetros de congestionamento na cidade, quando a média varia entre 25 e 39 quilômetros. 

Reavaliação de testes laboratoriais

Ainda na segunda-feira, o governo estadual informou que “vai avaliar” a nova recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para que todos os casos suspeitos do novo coronavírus sejam submetidos a exames laboratoriais. A afirmação foi feita pelo secretário estadual da Saúde, José Henrique Germann. 

Na sexta-feira (13) o governo de São Paulo havia anunciado que somente pacientes internados seriam submetidos ao teste laboratorial na rede pública e que o diagnóstico clínico seria adotado para outros casos suspeitos.

Ciclo do coronavírus — Foto: Foto: Arte/G1
Ciclo do coronavírus — Foto: Foto: Arte/G1 
Guia de isolamento domiciliar por causa do novo coronavírus — Foto: Arte/G1
Guia de isolamento domiciliar por causa do novo coronavírus — Foto: Arte/G1 

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