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Cinema de Tucuruí fecha e deixa saudades aos fãs de filmes em grandes dimensões

Por Paco Martins
Publicado em 03 de março de 2015 às 11:11H

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Uma comissão esteve em reunião com a dona do Tucuruí Shopping Center (Mara Rangel) e com o diretor regional da Moviecom Cinemas (Edilson Lanfredo) no início da tarde de hoje(02), no prédio do Tucuruí Shopping, afim de esclarecer o assunto que abalou os fãs de cinemas da cidade.

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Edilson Lanfredo: Diretor Regional do Moviecom Cinemas

EDILSON LANFREDO: “Um dos principais motivos que levaram ao fechamento do único cinema da cidade, foi principalmente a falta de público”.
Lanfredo disse que as três salas do cinema do Tucuruí Shopping, poucas vezes ficaram lotadas nos quase 10 anos em que o cinema esteve ativo na cidade. Esse, segundo ele, seria o principal motivo para o fechamento do cinema, já que o lucro era zero. O dinheiro arrecadado nas três bilheterias, mal davam para pagar os custos dos filmes que 60% desse valor, é repassado semanalmente aos autores. Os 40% restantes ficavam como lucro da Moviecom. Fora isso, ainda tinham as manutenções, compras de equipamentos novos e o pagamento dos funcionários.
Outro grande fator segundo o diretor, é a inovação de película de filme para imagem digital em HD usada na grande maioria dos cinemas do Brasil e do mundo. O filme mais esperado deste ano “50 TONS DE CINZA” “não viria nunca para Tucuruí” salientou Edilson Lanfredo, o motivo? Ele só existe em Imagem Digital HD e 3D, todas as salas do cinema da cidade dispõe apenas de reprodutores em película.
Ele alega que o investimento de mais de 1 milhão de reais não valeria a pena pelo pouco público que a cidade tem, disse ainda, que grande parte dos frequentadores do Cine Moviecom Tucuruí, eram pessoas de Marabá, que depois que abriu o cinema lá, o público de Tucuruí reduziu e muito.
Ainda que fosse para manter apenas uma sala ativa, os investimentos ultrapassariam os 500 mil reais e ainda assim, seria um risco investir.
Os equipamentos como tela de cinema para refletir imagem digital para uma sala do tamanho da do Tucuruí Shopping, custa em média 75 mil dólares, o que equivale nada mais nada menos do que míseros 216,75 mil reais, além disso, um projetor de aproximadamente 300 mil reais, fora a sonorização que não foi calculada, mas que ele disse que já está muito ruim.
Ainda teriam que comprar grande parte das poltronas que foram danificadas no decorrer dos 9 ano e 5 meses em que estiveram em uso. 3
O diretor da Moviecom disse que disponibiliza os equipamentos para órgãos e instituições que estejam interessados em dar continuidade a seções, que inclusive facilitaria a transação da chegada dos filmes, mas que uma pessoa física dificilmente iria conseguir, ele aconselha uma instituição pública se responsabilizar pelo prosseguimento do cinema na cidade.

Mara Rangel: Proprietária do Tucuruí Shopping Center

DONA MARA: Disse que lamenta muito por ter que afirmar a informação que vazou antecipadamente nas redes sociais, que se dependesse dela, o cinema continuaria, principalmente pelos frequentadores assíduos, mas que reconhece que para a empresa Moviecom, não é um bom negócio continuar, levando em consideração os altos investimentos sem retorno. Ela relata, que por muitas vezes viu pessoas comprando pipoca e refrigerante e descer e ir embora, enquanto o cinema estava lá de portas abertas esperando o público que eram sempre as mesmas pessoas. Chegou inclusive a ver funcionários comprando os produtos e consumindo fora. “É um direito do consumidor, mas para o cinema não tem benefício algum”, disse dona Mara.

” -Vendia mais pipoca e refrigerante do que ingresso”, exclamou a proprietária do shopping.
Quando questionada sobre o que viria ocupar o espaço, ela disse que anda não sabe.
A notícia, nada agradou os comerciantes do estabelecimento, que temem a queda nas vendas de seus produtos, agradou menos ainda, os que foram na esperança de obter uma resposta positiva sobre este assunto.

A COMISSÃO: Foi elaborada uma proposta de mídia para tentar levantar o público e até mesmo despertar nas pessoas, o interesse de ir ao cinema. Chegamos a falar sobre uma ideia para ambos, mas as boas intenções chegaram tarde demais. Eles disseram que com muita luta, conseguiram chegar até aqui, que na verdade o cinema já era para ter fechado a meses atrás.
Por tanto, se não houver alguma iniciativa por parte de algum órgão público, privado ou de pessoa física, ficaremos sem cinema. Até quando? Só Jesus para saber!!!

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