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Tucuruí, 20 de July de 2019
Sistema Floresta

Colégio reduz casos de bullying com uso de urnas de denúncia

Por Noticias ao minuto
Publicado em 18 de outubro de 2018 às 14:21H

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Um dos grandes desafios de educadores e diretores de escola é reduzir casos de bullying entre crianças e adolescentes. Bullying são ataques repetitivos, com intuito de maltratar ou humilhar a vítima.

© iStock

Uma metodologia trazida da Europa e compartilhada recentemente pela Unicamp em um curso de convivência ética propõe que os próprios estudantes atuem no combate ao problema.

A metodologia é bastante eficaz, segundo Viviane Gonçaves Passarini, diretora do Colégio Xingu, em Santo André, no ABC Paulista.

Ela implantou no início deste ano uma rede de ajuda formada por alunos escolhidos por eleição. Eles receberam treinamento para mediar conflitos, dialogar, perceber problemas de convivência e identificar atritos ou bullying pela internet.

Mensalmente, fora do período das aulas, são dadas oficinas para aprender a ouvir, impulsionar a confiança dos colegas e exercitar a paciência.

“Durante uma aula, percebemos que um aluno estava isolado e nos juntamos a ele para fazer a lição”, afirma Beatriz Alves Gomes,12, aluno do sétimo ano. “Antes, talvez eu não percebesse que ele estava isolado. Aprendi a repensar meus atos”, conta a jovem que integra a rede.

A primeira decisão dos alunos após o início desse trabalho foi implantar urnas de denúncias para combater o bullying. O grupo passou de sala em sala e explicou o propósito da ação.

Quem presencia ou sofre bullying pode denunciar -de forma anônima- na caixa.

As urnas estão espalhadas em toda escola e são abertas mensalmente pelos alunos da rede de apoio na presença da diretora. Para cada denúncia, todos buscam uma solução juntos.

“Recentemente, tivemos problemas com um aluno que tem deficiência. Ele ficou muito triste porque outro colega zombava dele. Após a denúncia, conversamos com esse aluno e os dois voltaram a ser amigos”, diz Caroline Ignácio Vilela, 12, que também estuda na sétima série.

“Os professores não detectaram esse problema e o aluno não se sentiu confortável para falar com a gente”, afirma Viviane. “Foi muito importante, porque através dos próprios alunos houve a mediação, conversa e restauração do convívio”, comemora a diretora. Com informações da Folhapress.

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