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Avanço do número de casos no interior do Pará preocupa especialistas

Por Dol
Publicado em 08 de abril de 2020 às 09:43H

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Belém e Ananindeua continuam sendo os principais focos de incidência de casos do coronavírus no Estado, mas a interiorização da doença nos próximos dias preocupa os especialistas. Dados divulgados em novo relatório da Fundação Oswaldo Cruz mostram que a contaminação avança nas regiões do Baixo Amazonas e no Sudeste do Pará.

Um grupo formado por pesquisadores do Programa de Computação Científica da Fiocruz e da Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getúlio Vargas analisou dados que mostram que o Brasil já vive hoje um processo de interiorização da epidemia de Covid-19. Municípios brasileiros próximos aos grandes centros urbanos que já possuem transmissão sustentada e mais de cem casos, são os com maior risco de disseminação da doença neste momento.

O estudo identifica os municípios com alta vulnerabilidade, a partir da situação epidemiológica considerada até o dia 30 de março. Além daqueles que já apresentam grande incidência, os pesquisadores apontam risco de transmissão sustentada e expansão de casos em Oriximiná, Conceição do Araguaia, Goianésia do Pará, Garrafão do Norte, Floresta do Araguaia, Faro, Eldorado dos Carajás, Curuçá, Dom Eliseu, Concórdia do Pará, Curuá, Curralinho, Curionópolis e Cumaru do Norte.

“Verificamos que as nossas previsões do primeiro e segundo relatório se realizaram em grande medida. Conforme o previsto, houve um processo de disseminação para as maiores capitais do país. Após esse, primeiro momento, já podemos observar o começo de um processo de interiorização da epidemia em vários estados. No entanto, tivemos algumas diferenças que podem ser um reflexo das medidas de isolamento adotadas”, explica o coordenador do Procc/Fiocruz, Daniel Villela.

Na região Norte, principalmente em Manaus e nos municípios a jusante no Rio Amazonas são os locais com maior disseminação. No Nordeste, o Ceará aparece como importante epicentro. Amazonas, Ceará e Bahia demandam atenção especial, uma vez que a combinação de um alto risco de introdução da epidemia com alta vulnerabilidade constitui em situação de alerta máximo.

Regiões predominantemente rurais, com índices socioeconômicos mais baixos, acesso precário à água tratada, esgoto e eletricidade e menor infraestrutura de saúde terão mais dificuldade para lidar com a epidemia.

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