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Novo teste detecta anticorpos contra a covid-19 que até então eram desconhecidos

Por R7
Publicado em 31 de maio de 2021 às 00:15H

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Crédito: Divulgação/Governo de São Paulo

Um novo exame de alta sensibilidade, desenvolvido por um hospital espanhol, é capaz de detectar anticorpos contra a covid-19, que até então eram invisíveis em pacientes que venceram a doença, mas que aparentemente não criaram nenhuma imunidade.

Feito com apenas uma picada no dedo, o teste inovador foi criado por pesquisadores de Hematologia e Imunologia Geral de Alicante (leste) Fabián Tarín, Francisco Marco e Paula Piñero como integrante do Instituto de Saúde e Pesquisa Biomédica de Alicante (Isabial).

O avanço que foi publicado na importante revista Scientific Reports, contou com a colaboração da empresa Vitro Diagnóstica e do Instituto de Investigação em Saúde Incliva de Valência.

“Até o momento, tínhamos evidências de que uma porcentagem minoritária de pessoas com infecção comprovada (cerca de 5%), especialmente leve, assintomática ou imunossuprimida, não parecia desenvolver anticorpos e provavelmente permanecia desprotegida no caso de uma possível reinfecção”, informou Tarín à Efe.

O novo teste é muito mais sensível do que o atualmente existente, e aponta que  “quase metade desses pacientes tem anticorpos em pequena quantidade, invisíveis às outras técnicas, e por isso poderiam ter alguma proteção contra a SARS-CoV-2”.

A detecção destas baixas taxas de anticorpos indetectáveis em testes atualmente usados, fornece informações importantes para a estratégia médica destes pacientes que poderiam ser protegidos se a reinfeção acontecesse.

O trabalho de Tarín, Marco e Piñero foi realizado a partir linhagens celulares feitas por engenharia genética nos laboratórios da entidade estatal espanhola Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) e tem como base um teste chamado de citometria de fluxo, que só precisa de um microlitro de sangue retirado do dedo.

Francisco Marco destacou que o teste enxerga um tipo de anticorpo “essencial”, o tipo IgA, que fica por até oito meses após a infecção em grande parte dos pacientes e integra a primeira barreira contra o vírus.

Isso acontece porque ele está localizado nas membranas mucosas, como a saliva ou o leite materno, onde pode bloquear os germes para prevenir infecções.

O cientista ressaltou ainda, em todo caso, que “não devemos baixar a guarda”, pois a presença dos anticorpos “não garante ao indivíduo uma proteção indefinida” contra a covid-19 e suas novas variantes.

Mesmo tendo esses cuidados, Paula Piñero afirmou que os primeiros resultados conquistados até o momento em pacientes vacinados “indicam que os pacientes inoculados com as diferentes vacinas apresentam uma resposta vigorosa”.

A maior capacidade de detectar anticorpos pelo teste pode ser extremamente útil em pacientes imunossuprimidos ou com câncer, que teoricamente desenvolvem respostas imunológicas mais baixas, e são mais desprotegidas e expostas as formas graves da doença.

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