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Vacina russa Sputnik V tem eficácia superior a 91%, afirma estudo

Por Correio do Povo
Publicado em 02 de fevereiro de 2021 às 11:11H

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A vacina russa Sputnik V tem eficácia de 91,6% contra a Covid-19 em suas manifestações sintomáticas, de acordo com uma análise dos testes clínicos publicada nesta terça-feira pela revista médica The Lancet e validada por especialistas independentes.

Os resultados preliminares consideram que a vacina, administrada em duas doses, “mostrou uma grande eficácia” e foi bem tolerada pelos voluntários com mais de 18 anos que participaram na última etapa dos testes clínicos. A indicação foi de Inna Dolzhikova, pesquisadora do Centro Nacional Gamaleya da Rússia e coautora do estudo. O fármaco russo já está sendo administrado na Rússia e em outro países, como Argentina e Argélia.

“O desenvolvimento da vacina Sputnik V foi criticado por sua precipitação, por ter pulado etapas e por uma ausência de transparência. Mas os resultados apresentados são claros e o princípio científico desta vacina ficou demonstrado”, afirmaram dois especialistas britânicos, os professores Ian Jones e Polly Roy, em um comentário publicado com o estudo. “Isto significa que uma vacina adicional pode se unir ao combate para reduzir a incidência da Covid-19”, completam os pesquisadores. Os primeiros resultados verificados corroboram as afirmações iniciais da Rússia, recebidas com desconfiança no ano passado pela comunidade científica internacional.

Com os dados divulgados nesta terça, a Sputnik V ficaria entre as vacinas mais eficazes, próxima dos imunizantes da Pfizer/BioNTech e da Moderna (quase 95% de eficácia). Nas últimas semanas, algumas autoridades na Europa solicitaram que a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) avaliasse rapidamente a vacina russa.

Os resultados publicados na revista The Lancet procedem da última fase dos testes clínicos, a 3, que reuniu quase 20.000 voluntários. Como acontece nestes casos, os resultados foram apresentados pela equipe que elaborou a vacina e conduziu os testes, antes de serem submetidos a outros cientistas independentes.

Os dados mostram que a Sputnik V reduz em 91,6% o risco de desenvolver sintomas de Covid-19. Os participantes no teste realizado entre setembro e novembro receberam duas doses, ou um placebo, com três semanas de intervalo.

No total, 16 voluntários dos 14.900 que receberam a vacina foram diagnosticados como casos positivos de Covid-19, ou seja, 0,1%, contra 62 dos 4.900 que receberam um placebo (1,3%).

RS oficializa interesse na Sputnik V

No final de janeiro, o governador Eduardo Leite assinou um protocolo de intenções para que o Rio Grande do Sul adquira a  Sputnik V no caso de Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar o seu uso – o que ainda não aconteceu – e a vacina não ser incluída no Plano Nacional de Imunizações. O imunizante, produzido originalmente na Rússia, será desenvolvido no Brasil pelo laboratório União Química. 

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