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Custos da construção civil sobem no mês de julho no Pará

Por ORM
Publicado em 11 de agosto de 2020 às 05:22H

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Construção Civil (Elza Fiúza)

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE em parceria com a Caixa, apresentou variação de 0,08% no sétimo mês de 2020, repetindo, com menos intensidade, o movimento de alta de junho (0,37%), que interrompeu o ritmo de deflação dos dois meses iniciais da pandemia do novo coronavírus (Covid-19): maio (-0,04%) e abril (-0,31%). Esse é o menor índice inflacionário para o mês de julho desde 2017 (-0,41%). No mesmo período de 2019, a inflação da construção civil na RMB foi de 0,15%.

Considerando o acumulado dos sete meses iniciais de 2020, a variação no período foi de 0,96% – ante 0,88% de junho e de 2,09% do mesmo período do ano passado. Já o Sinapi do Pará ao longo dos últimos 12 meses (entre julho de 2019 e julho de 2020) foi de 2,62%, uma queda acentuada em relação aos 6,84% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em todo o País foi anotado variação de 0,49% em julho, registrando a maior taxa do ano de 2020. De janeiro a julho, o índice acumula alta de 1,97% e, nos últimos doze meses, a taxa soma 3,33%, resultado abaixo dos 3,52% registrados nos doze meses anteriores.

O custo paraense da construção, por metro quadrado, que, em junho de 2020 fechou em R$ 1.165,15, subiu em julho para R$ 1.166,09, sendo R$ 663,13 relativo aos materiais e R$ 502,96 à mão de obra. No mês anterior, o valor dos materiais era de R$ 662,35 (+0,12%). Os custos dos serviços na construção civil, praticamente, não sofreram alteração (0,03%).

Ainda para efeito de comparação, o custo médio dos materiais de construção no Estado do Pará há um ano era de R$ 648,88, uma diferença de R$ 14,25 com o preço médio atual (-2,20%). Em relação a mão de obra, houve acréscimo no mesmo período de R$ 15,39 (+3,16%). O custo pelo serviço em julho de 2019 era de R$ 487,57. Ambos os custos totalizavam, há um ano, R$ 1.136,45 o preço médio da construção no Pará do metro quadrado.

Nacionalmente, o custo por metro quadrado da construção passou de R$ 1.175,62 em junho para R$ 1.181,41 em julho, sendo R$ 619,58 relativos aos materiais e R$ 561,83 à mão de obra. A parcela dos materiais apresentou variação de 0,48%, diferença de 0,31 ponto percentual. Quando comparado ao índice de julho de 2019 (0,47%), a taxa manteve-se no mesmo patamar.

Já a parcela da mão de obra registrou taxa de 0,50%, subindo 0,40 ponto percentual em relação ao mês anterior (0,10%). Em contrapartida, quando comparamos à taxa de julho de 2019 (0,92%), houve queda de 0,42 ponto percentual. De janeiro a julho, os acumulados são 2,30% (materiais) e 1,56% (mão de obra), sendo que em doze meses os índices são de 3,62% (materiais) e 2,94% (mão de obra).

“O resultado reflete a elevação dos custos das duas parcelas que compõem o índice agregado. A parcela dos materiais aumentou 0,48% devido a alta generalizada em diversos produtos, com destaque para o cimento, cujos preços subiram em praticamente todos os estados”, explica Augusto Oliveira, gerente da pesquisa. Outro fator que pesou na formação do índice agregado foram os dissídios coletivos em São Paulo e na Paraíba.

“Olhando a série histórica, a exceção de 2016 (0,2%), a taxa do mês de julho é tradicionalmente elevada por causa do dissídio coletivo em São Paulo, estado que tem um peso grande na formação do índice”, esclarece Oliveira.

Região Sudeste registra maior alta

A Região Sudeste, com taxas positivas em todos os estados e acordo coletivo captado em São Paulo, ficou com a maior variação regional em julho, (0,70%). As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: 0,31% (Norte), 0,50% (Nordeste), 0,17% (Sul) e 0,24% (Centro-Oeste).

Os custos regionais, por metro quadrado, foram: R$ 1.188,86 (Norte); R$ 1.096,97 (Nordeste); R$ 1.233,10 (Sudeste); R$ 1.232,40 (Sul) e R$ 1.179,66 (Centro-Oeste). Entre os estados, a Paraíba com alta observada nas categorias profissionais e taxa de 2,25%, foi o estado que apresentou a maior variação mensal, seguido por São Paulo, com 1,05%, com aumento tanto na parcela dos materiais quanto na mão de obra.

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