Carregando...
Ao Vivo
Carregando...
Tucuruí, 19 de April de 2021
Sistema Floresta
SBT Ao Vivo

Acordo do Mercosul-União Europeia pode aumentar o PIB em até US$ 125 bilhões em 15 anos, diz Ministério da Economia

Por G1
Publicado em 28 de junho de 2019 às 21:13H

Compartilhe:

O acordo para a área de livre comércio entre os países do Mercosul e da União Europeia(UE), anunciado nesta sexta-feira (28), representará um aumento do PIB brasileiro de US$ 87,5 bilhões em 15 anos, podendo chegar a US$ 125 bilhões se consideradas a “redução das barreiras não-tarifárias e o incremento esperado na produtividade total dos dos fatores de produção”. As projeções são do Ministério da Economia.

Segundo a área econômica, o aumento de investimentos no Brasil, nesse mesmo período de 15 anos, será da ordem de US$ 113 bilhões por conta do acordo comercial. “Com relação ao comércio bilateral, as exportações brasileiras para a UE apresentarão quase US$ 100 bilhões de ganhos até 2035”, informou a pasta, em nota.

A negociação levou mais de 20 anos para ser concretizada e marca o fim do isolamento do Mercosul, avaliam analistas ouvidos pelo G1. O tratado é o mais ambicioso já feito pelo grupo de países sul-americanos.

O texto completo do acordo deverá ser divulgado neste final de semana. Também não foi definida a data de implantação – os termos precisam ser aprovados pelos congressos dos países.

Tarifas zeradas para suco de laranja frutas e café

Segundo o governo federal, com o início do tratado com a UE, produtos agrícolas “de grande interesse do Brasil” terão suas tarifas “eliminadas” – é o caso de suco de laranja, frutas, café solúvel, peixes, crustáceos e óleos vegetais.

“Os exportadores brasileiros obterão ampliação do acesso, por meio de quotas, para carnes, açúcar e etanol, entre outros”, informou o Ministério da Economia. “As empresas brasileiras serão beneficiadas com a eliminação de tarifas na exportação de 100% dos produtos industriais. Serão, desta forma, equalizadas as condições de concorrência com outros parceiros que já possuem acordos de livre comércio com a UE.”

A área econômica informou ainda que o acordo reconhecerá como “distintivos do Brasil” vários produtos, como cachaças, queijos, vinhos e cafés, e garantirá “acesso efetivo em diversos segmentos de serviços, como comunicação, construção, distribuição, turismo, transportes e serviços profissionais e financeiros”.

Segundo o governo, empresas brasileiras obterão acesso ao mercado de licitações da UE, no que se refere a compras públicas, estimado em US$ 1,6 trilhão. “Os compromissos assumidos também vão agilizar e reduzir os custos dos trâmites de importação, exportação e trânsito de bens”, informou o ministério.

De acordo com a área econômica, o acordo propiciará um “incremento de competitividade da economia brasileira ao garantir, para os produtores nacionais, acesso a insumos de elevado teor tecnológico e com preços mais baixos”.

“A redução de barreiras e a maior segurança jurídica e transparência de regras irão facilitar a inserção do Brasil nas cadeias globais de valor, com geração de mais investimentos, emprego e renda. Os consumidores também serão beneficiados pelo acordo, com acesso a maior variedade de produtos a preços competitivos”, avaliou o Ministério da Economia.

Números do bloco econômico

O acordo entre o Mercosul e a UE foi considerado um “marco histórico no relacionamento” entre os dois blocos pelo Ministério da Economia. Juntos, eles representam cerca de 25% do PIB mundial, em um mercado de 780 milhões de pessoas, informou o governo.

“Em momento de tensões e incertezas no comércio internacional, a conclusão do acordo ressalta o compromisso dos dois blocos com a abertura econômica e o fortalecimento das condições de competitividade”, acrescentou o governo federal.

A área econômica informou que o acordo comercial “constituirá uma das maiores áreas de livre comércio do mundo”.

“Pela sua importância econômica e a abrangência de suas disciplinas, é o acordo mais amplo e de maior complexidade já negociado pelo Mercosul. Cobre temas tanto tarifários quanto de natureza regulatória, como serviços, compras governamentais, facilitação de comércio, barreiras técnicas, medidas sanitárias e fitossanitárias e propriedade intelectual”, diz o comunicado.

De acordo com o governo, a UE é o segundo maior parceiro comercial do Mercosul e o primeiro em matéria de investimentos. Na mão oposta, o Mercosul é o oitavo principal parceiro comercial extrarregional da UE.

A corrente de comércio entre os blocos econômicos, de acordo com dados oficiais, foi de mais de US$ 90 bilhões em 2018. Já em 2017, o estoque de investimentos da UE no bloco sul-americano somou cerca de US$ 433 bilhões.

O Brasil registrou, em 2018, comércio de US$ 76 bilhões com a UE e superávit de US$ 7 bilhões. O Brasil exportou mais de US$ 42 bilhões, o que representa aproximadamente 18% do total exportado pelo país.

Por fim, o governo informou que o Brasil “destaca-se como o maior destino do investimento externo direto (IED) dos países da UE na América Latina, com quase metade do estoque de investimentos na região”.

Ao vivo
Floresta 104,7MHz
Carregando...

Send this to a friend