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Adesão ao home office ainda é baixa no Pará

Por ORM
Publicado em 29 de junho de 2020 às 12:01H

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A pandemia do novo coronavírus deixou 549 mil paraenses sem salário em maio. São trabalhadores que perderam renda, seja porque tiveram o contrato suspenso ou porque não puderam manter suas atividades informais, diante das medidas de isolamento social impostas pela covid-19. Os dados são da Pnad Covid-19, levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), realizada com apoio do Ministério da Saúde, para identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho.

De acordo com a pesquisa, o Pará tem, atualmente, 2,98 milhões de trabalhadores, porém um milhão estavam afastados das atividades profissionais em maio, em grande parte por conta da pandemia. E mais da metade desses um milhão (54,7%) foi afastada sem nenhuma contrapartida financeira, o que os levou a ficar sem remuneração no mês passado. “Nós já sabíamos que havia uma parcela da população afastada do trabalho e, agora, a gente sabe que mais da metade dela está sem rendimento”, comentou o diretor adjunto de pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo.

Do total de ocupados no Pará, 1,98 milhão não estavam afastados, o equivalente a 66,4% dos ocupados. Entre os não afastados, 151 mil estavam trabalhando de forma remota, o que representa apenas 5,7% do total de ocupados – menor índice de “home office” dentre os Estados. Em todo o País, são 8,7 milhões de trabalhadores nesta condição (13,3%).

 Quanto maior o nível de instrução, maior foi o percentual de pessoas que trabalhavam remotamente. Para as pessoas com nível superior completo ou pós-graduação, 38,3% estavam trabalhando remotamente; médio completo e superior incompleto, 7,9%; fundamental completo e médio incompleto,1,7% e sem instrução ou com fundamental incompleto, 0,6%. Segundo Azeredo, “isso já era esperado, pois trabalhadores de nível superior estão envolvidos em atividades mais passíveis de serem realizadas de forma remota, como professores, analistas, técnicos de TI etc”.


Cimar Azeredo: “Sabíamos que havia uma parcela da população afastada do trabalho e, agora, sabemos que mais da metade dela está sem rendimento” (Agência IBGE)

Ainda de acordo com a PNAD COVID19, trabalhadores domésticos sem carteira foram os mais afetados, registrando o maior percentual de pessoas afastadas devido à pandemia (33,6%), seguidos pelos empregados do setor público sem carteira (29,8%) e pelos empregados do setor privado sem carteira (22,9%). Já entre os trabalhadores domésticos com carteira, o percentual de afastados foi de 16,6%.

“Claramente os trabalhadores domésticos sem carteira foram os mais afetados pela pandemia. Parcela expressiva deles tem renda média abaixo de um salário mínimo. Já os com carteira foram menos afetados porque têm mais estabilidade”, explicou Azeredo.

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