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Alimentação básica da região Norte dispara em fevereiro

Por O Liberal
Publicado em 05 de abril de 2019 às 10:28H

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Em todo o País, a cesta básica registrou avanço mensal de 2,12%, passando de R$ 465,57 para R$ 475,44.

O preço da cesta básica vendida nos supermercados da região Norte voltou a disparar entre janeiro e fevereiro de 2019 e registrou o valor de R$ 505,34 – alta de R$ 16,10 em relação ao mês anterior (+3,29%), quando fechou em R$ 489,24. Em relação a fevereiro do ano passado, quando a cesta custava R$ 485,56, foi verificada uma alta ainda mais intensa: 4,07% (+ R$ 19,78). Os dados são da pesquisa realizada pela consultoria GfK e analisada pelo Departamento de Economia e Pesquisa da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

A região Norte registrou a alta mais acentuada no preço mensal dos produtos básicos. Com a elevação, os nortistas estão entre os que pagam a cesta mais cara do País. Só ficam atrás da cesta básica consumida pela população dos Estados sulistas, no valor de R$ 518,18, mesmo com a acréscimo de apenas 0,80% em fevereiro.  A região Sudeste e Centro-Oeste também registraram altas significativas nos preços da cesta básica e fecharam o último mês com valores de R$ 465,53 (+2,58%) e R$ 451,71 (+2,27%), respectivamente. Já a região Nordeste desponta com a cesta mais barata (R$ 427,09), apesar do aumento de 1,76%.

Em todo o País, a cesta básica registrou avanço mensal de 2,12%, passando de R$ 465,57 para R$ 475,44. Em relação a fevereiro de 2018, quando a cesta tinha custo de R$ 442,88 , houve variação de 7,35% – acréscimo de R$ 32,56. No acumulado dos últimos 12 meses (fevereiro 2019/fevereiro 2018), a cesta apresentou crescimento de 7,35%. As maiores quedas de preço no mês de fevereiro foram registradas em produtos como: tomate (-6,59%), frango congelado (-1,80%), arroz (-1,67%) e cebola (-1,64%). Já as maiores altas foram nos itens feijão (48,38%), batata inglesa (32,83%), farinha de  mandioca (6,89%) e leite longa a vida (6,69%).

Na região Norte, as principais reduções foram nos valores do arroz (-6,34%), leite longa vida (-4,84%), ovo (-3,27%), açúcar (-1,28%) e queijo mussarela (-1,20%). Já os aumentos mais acentuados foram nos preços do feijão (39,49%), farinha de mandioca (10,95%), batata inglesa (16,86%), pernil (13,75%) e desinfetante (6,79%). A cesta Abrasmercado é composta por 35 produtos mais consumidos nos supermercados: alimentos, incluindo cerveja e refrigerante, higiene, beleza e limpeza doméstica.

Vendas

Os supermercados brasileiros acumulam até fevereiro 2,51% de crescimento real nas vendas – deflacionado pelo IPCA/IBGE –, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Mesmo apresentando leve queda em relação a janeiro, o resultado acumulado é o melhor registrado para o mês nos últimos dois anos.  Em fevereiro, as vendas do setor supermercadista em valores reais apresentaram queda de -5,12% na comparação com o mês de janeiro e alta de 2,05% em relação ao mesmo mês do ano de 2018.

“A queda no acumulado de fevereiro em relação a janeiro já era esperada. O segundo mês do ano tem menos dias úteis, e também não conta com a sazonalidade das férias como janeiro. A economia ainda segue em ritmo lento e o desemprego continua com taxa elevada, de 12,4%, de acordo com o IBGE, e isso impacta no consumo da população, que tem ponderado seus gastos. Mesmo assim, nosso resultado segue em linha com o que projetamos para o ano, de 3% de crescimento nas vendas”, destaca o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), João Sanzovo Neto.

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