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Contratação de temporários no Pará deve ser 30% maior do que ano passado

Por O Liberal
Publicado em 02 de outubro de 2019 às 14:36H

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Comércio é um dos setores que mais contrata temporários para final do ano (Ary Souza / O Liberal)

A contratação de trabalhadores temporários no Pará, entre os meses de outubro e dezembro deste ano, deve aumentar 30% em comparação com o mesmo período de 2018. A estimativa é da a consultora de Recursos Humanos Luandre. Embora o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA) ainda não tenha realizado o levantamento de contratações temporárias para o fim do ano – época em que o movimento se intensifica –, em 2018, foram, aproximadamente, 4,2 mil pessoas que ocuparam funções no período, 5% a mais que o ano anterior.

Segundo o órgão, geralmente, essas vagas envolvem, em sua maioria, a indústria, comércio e serviços, incluindo, principalmente, os supermercados e shoppings, onde o fluxo de clientes aumenta no fim do ano. Em todo o país, as contratações de trabalhadores temporários no varejo e no setor de serviços devem somar 103 mil vagas, a maior marca em cinco anos, sendo que outubro e novembro são os melhores meses para procurar emprego no comércio, de acordo com a consultora.

Conforme explicou o economista Eduardo Costa, esse movimento sazonal, de aumentar o volume de contratações temporárias nos últimos meses de cada ano, é natural e sempre ocorre. “Temos muitos eventos. No Pará, tem o Círio, e ainda o Natal e o Ano Novo. Os consumidores frequentam muitas lojas nesses períodos e é preciso um número maior de funcionários”, disse.

A diferença, segundo o especialista, é que neste ano as admissões devem superar o número do ano passado, em função do reaquecimento econômico, mesmo que ocorra de forma leve. Costa acredita que essa modalidade de emprego é muito importante para a economia regional. “Os trabalhadores temporários recebem salário, compram e fazem o dinheiro circular na economia, criando o que chamamos de efeito multiplicador, que é quando mais empregos e rendas são gerados”, comentou.

Outra forma de movimentar a economia neste período é com os gastos do décimo terceiro salário, que já começou a ser pago aos trabalhadores. Além disso, o volume de retenção também deve ser maior, ou seja, grande parte dos funcionários temporários deve ser contratada de forma fixa no estabelecimento. Isso quer dizer, segundo Costa, que as efetivações serão maiores que no ano passado.

A acadêmica de Nutrição Bruna Ferraz, 24, é uma entre tantos trabalhadores que buscam funções temporárias no final do ano. Segundo ela, o motivo é que o trabalho complementa sua renda. “Eu tenho um estágio, então já ganho dinheiro, mas é pouco. No final do ano, com o encerramento do ano letivo, tenho o costume de trabalhar em lojas para adquirir um dinheiro a mais, sempre me ajuda”, contou.

No entanto, a estudante contou que a procura tem sido mais difícil este ano. “Eu achei que seria mais fácil, mas nos anos anteriores comecei a procurar bem próximo e consegui, por indicações de amigas que fazem isso também. Mas esse ano comecei a procurar cedo, em setembro, e ainda não consegui uma vaga. Espero que melhore mais perto do final do ano, em novembro”, comentou Bruna.

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