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Dólar opera em alta e bate R$ 4,37

Por G1
Publicado em 19 de fevereiro de 2020 às 10:19H

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O dólar segue negociado em alta nesta terça-feira (19), chegando a bater R$ 4,37, em meio à expectativa de investidores pela ata da última reunião do banco central norte-americano e atentos ao noticiário do coronavírus. 

Às 10h13, a moeda norte-americana subia 0,26%, a R$ 4,3681. Na máxima até o momento, bateu R$ 4,3735.

Na terça-feira, o dólar fechou em alta de 0,64%, a R$ 4,3568, renovando máxima de fechamento. Na máxima da sessão, chegou a R$ 4,3613. A maior cotação já registrada durante um pregão foi no dia 13 de fevereiro, quando o dólar bateu R$ 4,3830. 

Na parcial do mês, acumula até a véspera alta de 1,68%. No ano, o avanço é de 8,65%. 

O Banco Central ofertará nesta quarta-feira até 13 mil contratos de swap tradicional com vencimento em agosto, outubro e dezembro de 2020, para rolagem de contratos já existentes.

O que explica as altas recentes

Além das preocupações sobre o impacto do coronavírus na economia global, o dólar mais valorizado nas últimas semanas também tem refletido os juros em mínimas históricas no Brasil e as perspectivas sobre o ritmo de crescimento da economia brasileira e andamento das reformas. 

“No início do ano, havia otimismo e as previsões para o crescimento econômico do Brasil eram superiores a 2%. À medida que o ano começou a avançar, as previsões tiveram de ser reduzidas significativamente”, disse à Reuters You-Na Park-Heger, estrategista de câmbio do Commerzbank. 

A redução sucessiva da Selic desde julho de 2019 diminuiu o diferencial de juros entre Brasil e outros pares emergentes, o que pode tornar o investimento no país menos atrativo para estrangeiros e gerar um fluxo de saída de dólar. Isso contribui para uma maior desvalorização do real ante o dólar. 

Campos Neto diz que BC está tranquilo sobre câmbio

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reafirmou nesta terça-feira que o câmbio no país é flutuante e que o BC está tranquilo sobre o tema, mas destacou que a autoridade monetária pode fazer intervenções em caso de problemas de liquidez ou se for identificado movimento “exagerado” no mercado cambial. 

“Nós estamos tranquilos. Obviamente, sempre que identificarmos um movimento de falta de liquidez, um movimento exagerado ou que Brasil está se descolando dos seus pares ou que começou a influenciar a expectativa de inflação, aí o Banco Central pode fazer uma intervenção” como a feita recentemente, disse. 

O BC vendeu um total de 2 bilhões de dólares em contratos de swap cambial tradicional em ofertas líquidas desses ativos entre quinta e sexta-feira da semana passada. 

Perspectivas

O mercado brasileiro mantém a previsão para a taxa Selic no fim de 2020 em 4,25% ao ano, segundo pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira. Atualmente, a taxa de juros já está neste patamar. 

Já a previsão do mercado para a alta do PIB em 2020 foi reduzida para 2,23%. A projeção para a taxa de câmbio no fim de 2020 permaneceu em R$ 4,10 por dólar. Para o fechamento de 2021, subiu de R$ 4,10 para R$ 4,11 por dólar.

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