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Em 45 dias, mais de 15 mil recorrem ao seguro-desemprego no Pará

Por ORM
Publicado em 03 de maio de 2020 às 20:59H

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O Pará já possui 15.496 pessoas que já perderam o trabalho e precisaram recorrer ao seguro-desemprego durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). O número se refere ao mês de março e à primeira quinzena de abril, de acordo com o balanço divulgado na última semana pelo Ministério da Economia. Em todo o País, já são 804.538 requerimentos neste período e conforme avaliação da área econômica do governo federal esse número ainda deve ser maior, já que muitos desempregados ainda não pediram o seguro-desemprego por conta das medidas de isolamento social. A fila de espera pode chegar a  200 mil, sendo quatro mil deles apenas no Estado do Pará.

No ranking nacional, o Pará é o 12º em número absoluto de demitidos durante a crise do Covid-19. No topo, estão os Estados mais populosos do País, como São Paulo (242.753 demissões), Minas Gerais (96.318) e Rio de Janeiro (62.389). Considerando, apenas, o total da região Norte, as demissões paraenses respondem por 40% dos 38.729 pedidos de seguro-desemprego durante a pandemia. Na sequência aparecem o Amazonas (8.976), Rondônia (6.112), Tocantins (3.893), Acre (1.641), Amapá (1.326) e Roraima (1.285). Ainda segundo o balanço, a maior parte dos que pediram o seguro-desemprego nas últimas semanas é do sexo masculino (59,45%), tem entre 30 e 39 anos (33,95%), tem ensino médio completo (58,65%) e trabalha no setor de serviços (39%) ou comércio (29%).

Pelos dados do Ministério da Economia, o governo recebeu 10.864 mil pedidos do seguro-desemprego do Pará em março deste ano e mais 4.632 na primeira quinzena de abril. O total chega, então, a cerca de 15,5 mil nesse período de pandemia. Apesar da crise excepcional, o montante ainda é 20% inferior ao total anotado nos mesmos 45 dias do ano passado: 19.525 requerimentos. Essa diferença é que leva o governo estimar que mais quatro mil trabalhadores paraenses também perderam o emprego e ainda não solicitaram o seguro-desemprego já que as agências de trabalho de todo o país estão fechadas por conta do risco de contágio de Covid-19.

Se confirmada, essa defasagem pode levar para mais de vinte mil pessoas o total de novos desempregados no Estado registrados durante a pandemia do novo coronavírus. Em todo o Brasil, a diferença chega a 200 mil pessoas, o que leva a estimar que um mês e meio de pandemia colocou mais de um milhão de trabalhadores na rua. O secretário de Trabalho da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, Bruno Dalcolmo explica que essas estimativas também são feitas com base nos números históricos do benefício.

É que 65% dos que perdem o emprego costumam solicitar o auxílio depois que o governo é informado do desligamento. Hoje, porém, esse número está menor em aproximadamente 20%. Além disso, o governo percebeu que os pedidos presenciais de seguro-desemprego corresponderam a apenas 13,2% dos pedidos registrados no Pará em abril. Em março, quando as agências ainda estavam abertas, contudo, essa participação foi de 64,3%. Ainda para efeito de comparação, na primeira quinzena de abril do ano passado, 92% dos requerimentos de seguro-desemprego no Pará foram presenciais. Em todo o País, os pedidos nas agências caíram de 59,6% em março último para 8,7% neste mês de abril.

O governo garante, por sua vez, que está trabalhando para atender esses brasileiros que também podem receber o seguro-desemprego. Para isso, a Secretaria de Trabalho está em conversas com as agências de trabalho estaduais e municipais para viabilizar a retomada gradual do atendimento presencial do seguro-desemprego, mas também está aprimorando e divulgando as formas virtuais de solicitação do benefício. Conforme a pasta, é possível pedir o seguro-desemprego de casa através do aplicativo da Carteira Digital de Trabalho e por meio da central telefônica 158, que, por sinal, vai ter sua equipe dobrada a partir de maio.

Comparação

Apesar desses números, o governo acredita que, mesmo se o número de pedidos de seguro-desemprego chegar a 20 mil no Pará e 1 milhão em todo o território nacional em março e abril, o aumento do desemprego não será tão explosivo quanto se imaginava no início da pandemia do novo coronavírus. Os técnicos do Ministério da Economia alegam que o total de pedidos registrados em março e abril deste ano ainda é menor que o número de pedidos recebidos no mesmo período do ano passado.

No entanto, quando analisados os resultados regionais anteriores e durante a crise pandêmica já se observa um aumento expressivo nos pedidos de seguro-desemprego. Fevereiro, por exemplo, fechou com 10.377 requerimentos no Pará, quantidade 5% inferior ao de março. Na segunda quinzena de março, foram anotados 4.419 pedidos no Estado, e, nos quinze dias posteriores, mais 4.632. O relatório traz mais dados nacionais que mostram essa evolução de forma ainda mais intensa. Em janeiro, foram 528.425 pedidos e, em fevereiro, caiu para 444.358. Entre fevereiro e março, portanto, houve uma alta de 11% no total de trabalhadores que pediram o seguro-desemprego.

Ainda assim, o governo calcula que, mesmo depois de concluída essa “fila de espera” de cerca de 200 mil trabalhadores, o aumento do desemprego não será tão grande. A estimativa é de que essa fila seja zerada nos próximos dias. E que, por isso, o total de seguros-desempregos solicitados entre março e abril supere em “apenas” 150 mil o total de pedidos recebidos no mesmo período do ano passado. “Havia uma preocupação com a explosão do seguro-desemprego, mas não verificamos isso. Verificamos que o número de pedidos ainda é razoavelmente estável. Há um ligeiro aumento, mas não é nenhuma explosão”, afirmou o secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys, que classificou esse balanço, portanto, como uma “notícia boa”, que mostra que as políticas desenhadas pelo governo durante a pandemia do novo coronavírus estão surtindo efeito.

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