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Famílias do Norte têm dificuldade de quitar dívidas e pagar as contas

Por O Liberal
Publicado em 05 de abril de 2019 às 10:36H

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Nortistas continuam a se endividar, índice pegando quase a metade da população acima de 18 anos (Divulgação)

Nortistas continuam a se endividar, índice pegando quase a metade da população acima de 18 anos.

A inadimplência dos consumidores nortistas continua em ritmo de alta. A região fechou o primeiro bimestre de 2019 com 5,72 milhões de consumidores com contas em atraso e registrados em lista de devedores, o que representa 46,9% da população com 18 anos ou mais. Os dados são da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O número reflete o quadro de dificuldade que ainda pesa sobre as famílias da região. Mesmo com a recuperação econômica iniciada em 2017, o desemprego permanece elevado e a renda não superou os patamares de antes da crise, prejudicando a capacidade pagamento dos consumidores.

 A proporção nortista de negativados é a maior entre todas as regiões do País, seguido pelos resultados do Nordeste, com 39,8% dos habitantes (16,26 milhões) nesta situação; do Centro-Oeste, com 41,8% da população (4,98 milhões); do Sudeste, com 39,9% (26,63 milhões); e do Sul, com 36,9% (8,42 milhões). Em todo o País, o número de consumidores registrados nos cadastros de proteção ao crédito alcançou a marca dos 62,01 milhões em outubro, o que corresponde a 40,1% da população brasileira adulta.

 No fim de fevereiro, o número de devedores da região Norte avançou 1,42%, em relação a janeiro. Na comparação anual, isto é, com fevereiro de 2018, a alta foi de 1,40%, uma aceleração em relação à alta de 0,85% na leitura do mês anterior. Mesmo com a elevação, o avanço é menor do que se verificava no auge da crise, em torno de 7%, confirmando um movimento de acomodação da inadimplência.

 Com relação ao número de dívidas, observou-se queda anual de 3,08% na Região Norte. Em todas as regiões houve queda de 1,01% em relação a fevereiro de 2018. Contudo, assim como registrado nos Indicadores de janeiro deste ano, o volume de pendências continua crescendo em dois setores específicos: o de bancos, com avanço de 2,04%; e o de água e luz, com aumento de 11,38%. Em contrapartida, comércio e comunicação registraram quedas de 6,91% e 9,57%, respectivamente.

SPC Brasil

A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, destaca que o crescimento da inadimplência em menor ritmo no País se dá simultaneamente ao aumento da oferta de crédito, segundo dados do Banco Central. “Por muito tempo, o avanço da inadimplência foi mitigado pela oferta de crédito diminuída. Agora, a desaceleração ocorre a despeito do crescimento das concessões, indicando um cenário melhor para o mercado de crédito”, explica a economista.

 Mas o consumidor não pode se descuidar. Uma maior oferta de crédito no mercado pode ser tentadora, chegando a levar as pessoas a contrair dívidas que a levem a negativação. Para não incorrer neste risco, Marcela Kawauti dá algumas dicas para uma boa gestão de finanças pessoais. “Tomar crédito consciente e não movido por impulso; ter uma reserva financeira para lidar com imprevistos; evitar opções com altas taxas de juros, como cartão de crédito e cheque especial; planejar seu orçamento atual e futuro para o pagamento de parcelas; e renegociar suas dívidas com seus credores são sugestões que podem fazer toda a diferença para não incorrer na inadimplência”, aconselha Kawauti.

Jovens inadimplentes

Quanto à estimativa por faixa etária, a maior frequência de negativados continua neste mês, assim como em janeiro deste ano, entre os que têm idade de 30 e 39 anos. Em fevereiro, mais da metade da população nesta faixa etária (51,1%) estava com o nome inscrito em alguma lista de devedores, somando um total de 17,59 milhões.

Outro destaque é a proporção significativa de inadimplentes com idade de 25 e 29 anos (43,4%), da mesma forma que acontece na população idosa, considerando-se a faixa etária entre 65 a 84 anos, em que a proporção é de 32,8%. Já entre os mais jovens, com idade de 18 a 24 anos, a proporção cai para 16,5%.

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