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Pará vê a possibilidade de exportar carne in natura para os EUA

Por ORM
Publicado em 26 de fevereiro de 2020 às 10:35H

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Tradicional exportador para o comércio internacional, o Pará deve ser impactado com a possibilidade de exportar carne bovina in natura para os Estados Unidos. Na última sexta-feira, 21, o país norte-americano reabriu o mercado para comprar o produto do Brasil – essa importação não ocorria desde 2017, após a detecção de acúmulo de pus no produto brasileiro. No entanto, o Estado ainda não tem um frigorífico habilitado a exportar para o mercado norte-americano.

As inflamações que impediu a exportação aos EUA estariam relacionadas com uma reação dos bovinos à vacina contra o vírus da febre aftosa. A pasta da agricultura alterou o medicamento e diminuiu a dose, medida que entrou em vigor no ano passado. Desde então, o Brasil passou a receber auditorias do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e havia a expectativa em torno da reabertura do mercado.

Ao longo de todo o ano passado, de acordo com dados divulgados pelo Centro Internacional de Negócios (CIN), da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), os produtos não tradicionais alcançaram a casa dos US$ 665,2 milhões em valor exportado no Estado. Atrás da soja, com US$ 526,4 milhões, aparece a carne bovina, com US$ 273,5 milhões, e os bovinos vivos, totalizando US$ 224,8 milhões. Os maiores compradores desses produtos são a China, Hong Kong, Iraque e Marrocos.

Segundo Gil Reis, integrante da Associação Brasileira dos Exportadores de Gado (Abeg), o Pará é um grande exportador e tem um rebanho muito grande. “O Estado é um tradicional exportador de carne e bovinos vivos para o resto do Brasil e exterior, além de outros produtos do agronegócio, no entanto, ainda não há no Estado um frigorífico habilitado para exportar aos EUA”, disse.

No ano passado, quando quatro frigoríficos paraenses receberam habilitação para exportar ao mercado chinês, a coordenadora do CIN, Cassandra Lobato, disse que as exportações iriam aumentar por conta da nova perspectiva para o setor. Antes da primeira remessa, o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Mapa (Dipoa) deve enviar uma lista atualizada de estabelecimentos elegíveis certificados.

A ministra da agricultura, Tereza Cristina, disse que essa é uma decisão esperada há muito tempo e traz o reconhecimento da qualidade da carne brasileira em um mercado tão importante como o americano. O Brasil poderá enviar produtos de carne bovina in natura derivados de animais abatidos. No comunicado encaminhado ao ministério, o USDA informa que o Brasil corrigiu os problemas sistêmicos que levaram à suspensão e está restabelecendo a elegibilidade das exportações de carne bovina in natura para os Estados Unidos.

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