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Paraense pagou mais impostos em 2019 em comparação ao mesmo período do ano passado

Por Dol
Publicado em 28 de abril de 2019 às 08:55H

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O paraense pagou mais impostos em 2019 em comparação com o mesmo período do ano passado. O valor pago nos 3 primeiros meses deste ano para União, Estado e municípios ultrapassa os R$ 9 bilhões, segundo o “Impostômetro” localizado em São Paulo. No mesmo período em 2018 o total pago pelos paraenses alcançou R$ 8 bilhões.

O Conselho de Jovens Empresários (Conjove) se tornou há muitos anos referência na discussão da alta carga tributária. “O Brasil possui uma carga tributária muito alta, uma das mais altas do mundo e em que pese não ser a mais alta, é a que traz o menor retorno, já que todos os países com a carga mais alta que o Brasil são países que possuem índice de desenvolvimento e uma qualidade de serviços públicos muito maior que a nossa”, pondera Leonardo Daher, presidente 
do Conjove-PA.

Segundo ele, o governo brasileiro arrecada muito mas gasta mal. “O retorno que o poder público dá para todo os tributos, impostos, taxas e contribuições que entregamos é muito pequeno, e o resultado é a falta de saúde, uma educação de péssima qualidade e a ausência de segurança pública. É ruim você pagar tantos impostos e, ao final, ainda ter que pagar plano de saúde, escolas particulares e segurança pessoal”. 

FEIRÃO

Através do “Feirão do Imposto”, idealizado pela Confederação Nacional de Jovens Empresários (Conaje) há quase 20 anos, o Conjove busca mostrar para a população do país o peso que a carga tributária possui nas suas vidas, quanto pesa o tributo em cada produto que o cidadão compra, desde os alimentos até a gasolina. “As pessoas passam a saber que tudo o que adquirem tem imposto e que metade do preço de um litro de gasolina, por exemplo, é composta 
de impostos”.

Durante o feirão, a população passa a conhecer algumas situações, como o fato de que remédios para uso veterinário possuem menos imposto do que o remédio que se usa para a cura do câncer. “Nos últimos anos, além de mostrar para a sociedade que ela paga muito imposto, estamos mostrando também que os governos aplicam muito mal o imposto que arrecadam do contribuinte, seja por ineficiência, seja por corrupção, fazendo com que o desperdício seja enorme”.

O Conjove, que realizará o próximo feirão do imposto em maio, defende que o poder público deve se ater ao que é a sua obrigação constitucional: prever os serviços básicos ao cidadão sobretudo nas áreas de segurança, saúde e educação. “O governo precisa ser mais enxuto e pesar menos nas costas da sociedade brasileira. Não adianta resolver todos os problemas do país através do aumento de impostos. O governo precisa sim é reduzir de tamanho e ser mais eficiente”, aconselha o empresário.

Repasses sobre bens e serviços

O economista José Raimundo Trindade lembra que a carga tributária brasileira é de cerca de 35% e apresenta um grave problema: quase 2/3 é constituída de tributos indiretos, ou seja, aqueles que incidem sobre a comercialização de bens e serviços e somente 35% refere-se a chamada tributação direta, ou seja, sobre a renda, patrimônio e fluxos financeiros.

“Assim, quem possui maior renda paga menos tributo no Brasil e quem tem menor renda paga mais tributo, isso porque os tributos que incidem sobre os bens de comercialização (ICMS, IPI, CONFINS) acabam pesando mais sobre os trabalhadores”.

José Trindade avalia que a tributação brasileira está na contramão de outros países relativamente menos desiguais porque incide sobre o consumo, não sobre a renda e a propriedade das classes abastadas. “Não é verdade que a nossa carga tributária seja elevada na comparação internacional. Temos a maior carga tributária, em todo o mundo, que incide sobre o consumo, repassada aos preços das mercadorias, onde captura parcela proporcionalmente maior da renda dos pobres, que da renda das classes mais abastadas”

Ele cita que um estudo realizado por especialistas concluiu que é tecnicamente possível que o Brasil tenha um sistema tributário mais justo e alinhado com a experiência dos países mais igualitários.

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