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Fabrício Queiroz pagou mais de R$70 mil a Michelle Bolsonaro

Por Dol
Publicado em 07 de agosto de 2020 às 15:15H

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O ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), Fabrício Queiroz, depositou pelo menos 21 cheques para a primeira-dama Michelle Bolsonaro, segundo a revista Crusoé. O fato, no entanto, contraria a versão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). As informações são do UOL.

Segundo Bolsonaro, Queiroz teria pago um único cheque à sua mulher. Mas, de acordo com a revista, que conseguiu a informação tendo acesso à quebra de sigilo bancário, autorizada pela Justiça na investigação da suposta prática de “rachadinha” no gabinete de Flávio Bolsonaro, os pagamentos datam desde 2011, com extratos que detalham as movimentações do ex-assessor para Michelle, que totalizam R$ 72.000 até 2016.

Quando o depósito do cheque de R$ 24.000 para Michelle veio à tona, Bolsonaro justificou que se tratava do pagamento de um empréstimo que ele tinha feito para o ex-assessor de Flávio, no valor de R$ 40.000. 

O depósito, no entanto, aparece em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que listou o pagamento a Michelle entre movimentações atípicas que somam R$ 1,2 milhão na conta de Queiroz.

O Ministério Público Federal anexou o documento à investigação  que deu origem à Operação Furna da Onça, que prendeu 10 deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). 

Os extratos de Queiroz mostram que a mulher de Jair Bolsonaro recebeu três cheques do ex-assessor em 2011, todos no valor de R$ 3.000. No ano seguinte, foram mais seis depósitos na mesma quantia. Já em 2013, foram três cheques no mesmo valor. O ano de 2016 é o que concentra a maior movimentação para a primeira-dama, totalizando R$ 36.000 em nove cheques.

Os extratos mostram ainda, que o ex-assessor movimentou um valor muito acima dos seus rendimentos como policial militar e servidor na Alerj, em cerca de 10 anos. Entre 2007 e 2018, foram registrados créditos de R$ 6,2 milhões na sua conta, sendo R$ 1,6 milhão identificados como salários da PM (Polícia Militar) e da Alerj. 

No entanto, R$ 2 milhões são provenientes de 483 depósitos feitos por servidores do gabinete de Flávio, o que pode indicar a prática de “rachadinha”. Além disso, mais R$ 900.000 recebidos por Queiroz não foram identificados.

Além disso, os extratos comprovam que Queiroz recebeu de valores de familiares do miliciano Adriano da Nóbrega, condecorado por Flávio em 2005 e morto em fevereiro deste ano em confronto com policiais na Bahia. Os repasses foram feitos das contas da mãe, da ex-mulher e de restaurantes ligados ao miliciano.

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