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Nem China e nem Itália: saiba qual é o país com mais mortes por coronavírus

Por Dol
Publicado em 28 de março de 2020 às 09:32H

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A crise do coronavírus tornou um risco fatal para a República de San Marino, microestado encravado no centro-norte da Itália, com área pouco maior que a do bairro paulistano de Itaquera. San Marino é o país mais afetado no mundo pela pandemia, em termos proporcionais.

Até esta sexta (27), eram 223 contaminados e 21 mortos, para uma população de 34 mil habitantes, o que corresponde a cerca de 10% da população do Distrito de Icoaraci, na Grande Belém, por exemplo..

Isso significa uma taxa de 6,55 infectados para cada mil habitantes, ou quatro vezes e meia a da Itália, um dos países em que a pandemia apresenta contornos mais dramáticos.

Em número de óbitos, o índice de San Marino é de 0,61 por mil habitantes, o quádruplo do italiano. “Estamos em uma situação crítica, mas a população está respeitando as regras estabelecidas pelo governo”, disse à reportagem o médico Gabriele Rinaldi, membro do grupo de emergência sanitária criado pelas autoridades locais em 23 de janeiro.

Ele rejeita o termo “dramática” para descrever a situação, porque todos os pacientes estão recebendo atendimento hospitalar e alguns, acompanhamento domiciliar.

Mas o drama emocional é inevitável, já que num lugar tão pequeno todos conhecem alguém que morreu ou adoeceu. “As repercussões morais [sobre a população] saberemos depois”, afirma Rinaldi.

O Hospital do Estado, maior centro público de saúde do país, aumentou de 6 para 16 os leitos de UTI e converteu toda a parte de geriatria em uma ala específica para a Covid-19.

O combate à doença, em parte, é auxiliado pelo fato de San Marino ter um sistema de saúde pública universal de boa qualidade. O padrão de vida também é alto, com renda per capita de US$ 59 mil (R$ 300 mil), o que resulta numa população bem alimentada e, até o início da pandemia, saudável.

Outros microestados também estão no topo da lista de países mais afetados proporcionalmente pela pandemia, como Andorra, Liechtenstein e até o Vaticano, que teve quatro casos (mas nenhuma morte).

SAN MARINO PEDE AJUDA AO BRASIL

“Se o Brasil tiver disponíveis enfermeiros e médicos especializados em terapia intensiva, estaremos prontos a recebê-los para podermos suportar o trabalho”, diz o médico.

O trânsito na fronteira da pequena república com a Itália foi totalmente restrito, e apenas moradores e pessoas com assuntos urgentes a tratar no país são autorizadas a ingressar, mediante cuidadoso controle policial. Por isso, a estrada que liga San Marino à cidade italiana de Rimini tem tido longas filas de carros.

Os primórdios da microrrepública podem ser traçados no século 4, embora o reconhecimento de um Estado com características parecidas à de hoje tenha ocorrido pela Igreja Católica apenas no século 13. Desde então, San Marino sobreviveu como entidade independente, primeiro ao processo de unificação italiana, no século 19, e depois a duas guerras mundiais.

É uma república parlamentarista, com dois chefes de Estado de caráter cerimonial, chamados de capitães-regentes, e um Conselho com deputados eleitos. Economicamente, sobrevive à base de turismo e exportação de cerâmica e tecidos. Até o início da década, era considerado paraíso fiscal, mas fez reformas em seu sistema de tributação por exigência da União Europeia.

A razão pela qual o coronavírus se espalhou tão rapidamente ainda é objeto de debate, mas há algumas indicações. A mais óbvia é que o país está geograficamente imerso em algumas das regiões mais afetadas pela crise na Itália, com quem tem relações umbilicais.

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