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Cães, gatos, peixes, passarinhos: gasto médio com pets no Brasil vai de R$ 17 a R$ 425 por mês

Por G1
Publicado em 29 de setembro de 2019 às 10:17H

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Instituto Pet Brasil estima que há mais de 170 mil cães e gatos abandonados sob tutela de ONGs e protetores em todo o país — Foto: Marcelo Brandt/G1

Está pensando em adotar um bichinho? É melhor começar a se planejar. Levantamento do Instituto Pet Brasil mostra que os gastos médios mensais com os pets podem variar de R$ 17,38 a R$ 425,24 a depender do animal escolhido no Brasil.

O levantamento considera os gastos com alimentação básica (calorias diárias ingeridas com ração considerada “standard”, ou seja, com uma classificação mediana no mercado), vacinação, antipulgas, vermifugação, consultas periódicas no veterinário, banho, tosa e, em alguns casos, viveiros e aquários.

O gasto médio para cães é de R$ 342,20, mas esse valor pode subir para R$ 425,24 se o animal for de grande porte (ou seja, tiver mais de 26 kg) ou cair para R$ 274,37 se for de pequeno porte (até 10 kg). Já para os gatos o custo médio é de R$ 205,94.


Gasto mensal médio dos pets varia a depender das necessidades de cada tipo de animal — Foto: Rodrigo Sanches

Há ainda pets mais “econômicos”. O custo mensal de peixes fica em R$ 94,17, o que já inclui a compra de um aquário de 40 litros que comporta até 10 peixes pequenos. Os viveiros também estão incluídos nos gastos médios para roedores (R$ 108,25), aves (R$ 17,38) e répteis (R$ 20,50).

“O nosso grande objetivo em divulgar estes dados é estimular que quem queira ter um animal saiba o quanto isso vai impactar a sua rotina financeira. A pessoa que quer ter um pet tem que ter consciência que o animal de estimação traz responsabilidades e traz mudanças na rotina da família”, diz Martina Campos, diretora-executiva do Instituto Pet Brasil

Segundo Campos, é importante que a família consiga fazer um planejamento financeiro para que, a médio ou longo prazo, esses animais não fiquem em situação de vulnerabilidade e não sejam abandonados diante de qualquer oscilação do mercado ou crise financeira da família.

“Um cão ou um gato vive 12, 13 anos em média. Então esse custo tem que estar contemplado em mais de uma década dentro do orçamento familiar”, diz Campos

Segundo o instituto, 3,9 milhões, ou 5% da população total de pets do Brasil, se enquadram como animais em condição de vulnerabilidade, pois vivem sob a tutela de famílias classificadas abaixo da linha de pobreza. Há ainda mais de 170 mil bichinhos abandonados sob o cuidado de ONGs em todo o país.

Por isso, o levantamento também faz uma avaliação de como esses gastos médios mensais podem impactar o orçamento das famílias a depender das suas rendas.

Para quem ganha mais de 20 salários mínimos, por exemplo, estes custos médios podem não passar de 2%, independentemente se é uma iguana ou um cachorro. Para famílias da classe E, porém, que ganham até dois salários mínimos, os custos médios com um cãozinho podem chegar a quase 20% da renda familiar.

“O alimento completo do cão ou do gato tem um impacto muito maior nas famílias das classes C, D e E, e são as famílias que mais têm animais de estimação”, diz Campos.

Isso faz com que as famílias façam adaptações para diminuir os custos, como dar restos de comida em vez de comprar ração.


Veja quanto o gasto médio com cães e gatos representa das rendas familiares — Foto: Rodrigo Sanches/G1

Por isso, segundo Campos, um dos pontos que o instituto defende é a redução tributária dos alimentos e dos produtos do mercado pet. “Para os alimentos, a carga tributária é de 50%, então a cada R$ 1 gasto, tem R$ 0,50 de imposto. Se a gente reduz a carga tributária, a gente consegue que as pessoas deem mais qualidade de vida e produtos mais adequados para os animais. Não tem aquela coisa de improviso, de em vez de dar a ração dar um pedacinho de pizza.”

“Quanto mais acessibilidade a gente tem, quanto mais produtos de qualidade com preços mais versáteis, mais qualidade de vida o animal tem, mais barato fica, menor é o impacto no orçamento das famílias e menos animais ficam em situação de vulnerabilidade ou são abandonados. Então é um ciclo virtuoso que a gente busca trabalhar”, diz Campos

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