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Pará tem 4 cidades com maior taxa de infecção por coronavírus

Por Dol
Publicado em 29 de maio de 2020 às 09:15H

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Fim do lockdown não significa volta à rotina normal. Distanciamento social precisa ser respeitado | Wagner Santana

Passado o primeiro impacto de contaminação pela disseminação da pandemia do novo coronavírus, não é o momento de relaxar os cuidados necessários para manter o controle da covid-19. Ao contrário disso, os especialistas alertam que a situação segue grave, considerando que ainda existe um significativo contingente de pessoas que pode adoecer, além da evolução da doença em cidades do interior. Divulgado na última segunda-feira (25), um estudo nacional sobre a doença, o Epicovid-19, listou quatro municípios do Pará, incluindo a capital, entre as cidades que detêm as maiores taxas de infecção.

A maior taxa entre as 90 cidades pesquisadas foi verificada em Breves, no Marajó, um município com 103 mil habitantes e 24,8% deles contaminados, segundo o levantamento. No mesmo ranking, Castanhal (15,4%) ocupa a terceira posição entre as maiores taxas de infecção, Belém (15,1%) está na quarta e Marabá (8,3) na sétima colocação. As cidades da região Norte estão no topo da lista.

ALERTA

A infectologista Marília Xavier Brasil faz um alerta para que as medidas de higiene, o uso de máscara e o distanciamento social sejam mantidos, mesmo que o indivíduo retorne às suas atividades habituais. “A ideia de pensar que ‘ah, vamos todos pegar’, não faz sentido quando entendemos que uma parte dessas pessoas evoluirá mal, não conseguirá respirar e poderá morrer”, disse. Para ela, sempre que houver pessoas suscetíveis, aquelas que ainda não tiveram a doença, entrando em contato com pessoas doentes, haverá o risco de novas ondas de contaminação e, portanto, de internações e óbitos. É preciso lembrar que, até o momento, não existe uma vacina que atue na prevenção da patologia. Por isso, a única forma de conter o avanço da covid-19 continua sendo o isolamento social e, no extremo, a adoção do lockdown. São medidas que podem reduzir o número de novas contaminações. Para a médica, como o lockdown traz consequências para a sociedade, sendo inviável a manutenção por longos períodos, se faz necessário criar estratégias para decidir quando restringir e quando relaxar mais, sempre baseadas em planejamentos com os órgãos de saúde.

“A ideia da imunidade de manada, isto é, que já há tantos imunes e que a probabilidade de infecção diminui, enfraquece o panorama da doença. Só funciona quando 70% de pessoas já tiveram contato com a doença. Essa não é a nossa realidade. Muitas vezes, com menos infectados, já tivemos o nosso sistema de saúde pública saturado e 70% representaria um grande número de mortos. Então não podemos esperar pela imunidade de manada para tomar decisões”, reforçou.

Cidades do Pará com maiores taxas de infecção

– Breves (24,8%) ficou em primeiro lugar entre 90 cidades pesquisadas.

– Castanhal (15,4%) e Belém (15,1%) aparecem em terceiro e quarto, respectivamente.

– Marabá (8,3%) está em sétimo lugar.

Vigilância permanente até que se consiga uma vacina

Diante de uma escassez mundial de equipamentos e insumos, como os EPIs e ventiladores, segundo a infectologista, somente com infraestrutura e bons profissionais é possível reduzir a letalidade da doença. É notório que pacientes com a Covid-19 podem desenvolver os sintomas mais graves, necessitando de internação em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs) e de ventilação. “O Pará é um Estado com dimensões de um país, possui carências crônicas de infraestrutura e uma imensa desigualdade em várias esferas, inclusive a regional. Apesar de todos os esforços, que são louváveis, é como lutar contra a corrente e contra o tempo”, esclareceu.

A médica ressaltou ainda sobre a importância de reconhecer a Covid-19 como uma doença que desafia o mundo inteiro e que levou a muitas mortes, mesmo em países com infraestrutura superior a do Brasil. “Até que uma vacina esteja disponível, será necessário uma vigilância permanente. Com a interiorização acelerada da doença e as dificuldades, certamente Belém e outras cidades referências passarão a receber casos graves, mesmo que estejam tendo certa dificuldade de dar conta dos seus próprios”, comentou.

Diante de todo esse panorama, a recomendação continua sendo a mesma: manter o distanciamento social e seguir as recomendações preconizadas pelas autoridades e órgãos de saúde, como manter a higiene pessoal, de objetos e fazer uso de máscara. “É importante oferecer um serviço de saúde de qualidade. Quando possível, diminuir os gargalos nos serviços de referência das cidades maiores, tomar decisões de isolamento, relaxamento e lockdown quando forem necessárias e, o mais importante, que a sociedade as respeite. Não há como relaxar. É manter distanciamento social”, concluiu.

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