Pesquisa sobre prisão após segunda instância tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Instituto ouviu 4.194 pessoas em 227 municípios do país.

 

ma pesquisa do Instituto Datafolha foi divulgada nesta terça-feira (17) pelo jornal “Folha de S.Paulo” sobre a prisão de réus após condenação em segunda instância.

O Datafolha ouviu 4.194 pessoas em 227 municípios do país entre os dias 11 a 13 deste mês. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Segundo a pesquisa, 57% dos entrevistados apoia a prisão de réus condenados em segunda instância. Já 36% dos entrevistados acreditam que é mais justo que uma pessoa vá para a prisão somente após esgotados todos os recursos possíveis, em todas as instâncias judiciais. Outros 6% não souberam responder.

  • 57% apoiam prisão após condenação em segunda instância
  • 36% defendem prisão após esgotados todos os recursos possíveis
  • 6% não souberam responder

O apoio ao entendimento da prisão a condenados em segunda instância é maior nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Entre pessoas que declararam o PT como partido de preferência, a tese é por 57% dos eleitores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso no Paraná desde o dia 7 de abril.

Operação Lava Jato

A pesquisa aponta, ainda, que caiu o número de pessoas que acreditam que a corrupção irá diminuir no país com a Operação Lava Jato.

Para 37% dos entrevistados a corrupção vai diminuir. No ano passado, em levantamento feito em setembro, o índice era de 44%.

Para 51% a corrupção continuará na mesma proporção de sempre — eram 44% na pesquisa anterior. Para 10%, ela irá aumentar.

Eleitores que declaram o PSDB como partido de preferência são os que mais acreditam na influência da operação para diminuir a corrupção: 54% deles disseram concordar com essa afirmação.