Carregando...
Ao Vivo
Carregando...
Tucuruí, 25 de July de 2021
Sistema Floresta
SBT Ao Vivo

Última tentativa: clubes vão procurar a iniciativa privada para tentar retomada do Parazão

Por ORM
Publicado em 10 de junho de 2020 às 00:52H

Compartilhe:

Os clubes e os patrocinadores do Campeonato Paraense 2020, que são órgãos estatais, reuniram-se na manhã desta terça-feira (09) para discutir questões pertinentes e específicas sobre a competição. O saldo foi considerado válido, embora tenha sido exposto a quase inviabilidade da retomada do Parazão considerando os custos oriundos dos cuidados para evitar um surto de coronavírus no meio do futebol. Outra questão que trava a sequência da competição é a impossibilidade de utilizar o estádio Mangueirão. As informações foram confirmadas pelo presidente do Paysandu, Ricardo Gluck Paul. 

A reportagem também conversou com o presidente do Remo, Fábio Bentes, que apontou dois problemas para a viabilidade do campeonato.

Os custos 

Segundo o presidente do Paysandu, Ricardo Gluck Paul, que agradeceu a disponibilidade e auxílio financeiro do Governo do Pará até então, a executiva estadual alegou que não tem condições de arcar com os custos dos protocolos dos clubes que estão sendo desenhados. Os valores são consideráveis – o principal é o custo médio de um exame para identificação de um pessoa em contato com o vírus: R$150. Os clubes teriam que fazer o exame frequentemente em todos os atletas, membros da comissão técnica e funcionários.

O presidente do Clube do Remo, Fábio Bentes, abordou o assunto. Até concordamos com a volta (do Campeonato Paraense), mas com segurança. Tem o aspecto financeiro, já que é preciso encontrar uma solução. Não estamos transferindo responsabilidade. Mas, não temos condições de, sozinho, encontrar uma solução. Teremos custos de adaptação, protocolo, manutenção. Os jogos serão de portão fechados, a arrecadação será comprometida”, argumentou. De acordo com Bentes, os clubes irão apresentar uma planilha de custos de cada agremiação, além de expor ideias.  

Sem caixa

Ricardo Gluck Paul afirmou que os recursos de patrocínio do campeonato, adiantados pelo patrocinador, já estão quase todos comprometidos. “Esse recurso chegou num ponto de finalização. E a própria Funtelpa teria dificuldades e vai precisar de recursos para mobilizar o seu pessoal e colocar na rua”, argumentou, referindo-se a emissora de televisão detentora dos direitos de transmissão. 

Chance 

A possibilidade de retorno do Estadual, apesar de remota, de acordo com apuração da reportagem, está ligada a obtenção de um patrocinador na iniciativa privada. “É praticamente inviável. Se for difícil, nós vamos trabalhar para que seja possível. Agora, não seremos intransigentes. A esperança de arrumar um patrocinador privado para que possa complementar esse valor”, disse Gluck Paul.

Segurança

O gestor azulino, Fábio Bentes, detalhou também que é preciso considerar a segurança como prioritária. “Ninguém está disposto a assumir riscos, colocar em risco funcionários, comissão técnica e jogadores. Então, são necessárias a segurança e a viabilidade financeira do campeonato. Ninguém vai entrar para se endividar. Havia uma programação de quatro meses, com patrocínios, bilheteria, e a maioria dos patrocinadores já não estão com o clube, assim como prefeituras – no caso de clubes do interior. Não teria recursos, a priori, lá na frente”.  

Mangueirão

Por fim, o gestor bicolor revelou outra preocupação, relacionada a utilização do estádio Mangueirão – existia a possibilidade de ter o estádio como sede única para os jogos restantes, dada à estrutura física maior. “Temos informações de que Mangueirão não tem condições de receber jogo, considerando o agravamento da situação do último Re-Pa (parte do reboco do teto caiu), são mais placas comprometidas, mais exposição de ferragem, do concreto. É possível que tenha interdição imediatamente”.

Ao vivo
Floresta 104,7MHz
Carregando...

Send this to a friend