Por Floresta News
Publicado em 27 de maio de 2026 às 12:53H

Parceria prevê investimentos superiores a R$ 83 milhões e prepara mão de obra paraense para oportunidades geradas pela Margem Equatorial
O Governo do Pará e a Petrobras avançaram, na terça-feira (26), nas tratativas para a formalização de um acordo de cooperação técnica voltado à qualificação profissional de 30 mil paraenses para atuação na cadeia produtiva de petróleo e gás da Margem Equatorial. A reunião ocorreu na sede da estatal, em Brasília, com participação de representantes do gabinete da presidência da Petrobras, da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster) e do senador Beto Faro.
A iniciativa reforça o protagonismo do Pará na preparação de profissionais para atender à demanda econômica gerada pelos investimentos no setor petrolífero na região Norte, que envolve o Pará e outros estados brasileiros.
A governadora Hana Ghassan destacou que o Estado atua, de forma antecipada, para garantir que os paraenses sejam os principais beneficiados pelas oportunidades de emprego que surgirão com os investimentos na Margem Equatorial.
“Estamos trabalhando para que o Estado seja protagonista não apenas na exploração econômica da Margem Equatorial, mas principalmente na geração de oportunidades para a nossa população. O nosso objetivo é preparar os trabalhadores paraenses para ocupar essas vagas, fortalecendo a economia local, promovendo inclusão social e garantindo desenvolvimento com responsabilidade”, ressaltou a governadora Hana Ghassan.
A proposta apresentada pelo Pará busca consolidar o Estado como referência nacional na preparação de mão de obra especializada para atender às futuras demandas técnicas, operacionais e ambientais da exploração de petróleo e gás na região Norte.
O planejamento prevê investimentos superiores a R$ 83,6 milhões, entre 2027 e 2030, para a execução das ações de qualificação profissional e adesão técnica dos municípios envolvidos no programa.
Qualificação profissional e inclusão social
Durante o encontro em Brasília, foi debatida a estruturação do Programa de Emprego e Trabalho Regional Unificado e Sustentável (Petrus), elaborado pela Seaster. O programa prevê a qualificação de 30 mil trabalhadores paraenses, entre 2027 e 2030, voltados à atuação na indústria do petróleo e gás no Estado.
A iniciativa prioriza pessoas em situação de vulnerabilidade social e moradores de municípios impactados, direta ou indiretamente, pelos investimentos da Margem Equatorial.
O programa prevê capacitações presenciais e remotas, alinhadas às necessidades das empresas da cadeia produtiva do setor energético, com foco na geração de emprego, renda e inclusão social.
Segundo a minuta do termo de colaboração debatida entre as instituições, o programa Petrus atuará em municípios das regiões de integração do Caeté, Guamá, Guajará, Marajó e Tocantins, fortalecendo a empregabilidade e preparando trabalhadores locais para ocuparem vagas estratégicas ligadas à expansão da atividade petrolífera na Margem Equatorial.
Expectativa de geração de empregos
A expectativa é que os investimentos relacionados à exploração de petróleo e gás na Margem Equatorial gerem mais de 50 mil empregos diretos e indiretos apenas no Pará, consolidando o Estado como um dos principais polos de desenvolvimento econômico do Brasil nos próximos anos.
O documento debatido em Brasília também destaca que a indústria petrolífera possui projeção nacional de mais de 344 mil postos de trabalho na próxima década.
O secretário da Seaster, Inocencio Gasparim, afirmou que o acordo representa um marco para a política de qualificação profissional do Pará. “O Pará está se preparando, de forma estratégica, para um dos maiores projetos econômicos do País. A determinação do Governo do Estado é garantir que a mão de obra paraense esteja qualificada e pronta para atender às demandas da cadeia produtiva do petróleo e gás. Desse projeto nasce a oportunidade de capacitação, geração de emprego e desenvolvimento social, levando oportunidades para quem mais precisa”, destacou o secretário.
O acordo prevê ainda a integração entre Governo do Estado, Petrobras, municípios, instituições de ensino e setor produtivo, com foco na intermediação profissional, qualificação técnica e ampliação das oportunidades de contratação de trabalhadores paraenses.
Entre as metas estabelecidas estão o cadastramento de 80% dos trabalhadores qualificados no Sistema Nacional de Emprego (Sine) e a intermediação de 30% das contratações geradas pelos investimentos da Margem Equatorial.
A proposta também estabelece políticas de inclusão voltadas a públicos prioritários, como quilombolas, ribeirinhos, pescadores artesanais, pessoas com deficiência, mulheres chefes de família, trabalhadores rurais, população LGBTQIAPN+ e demais grupos em situação de vulnerabilidade social, ampliando o alcance social do programa.