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Publicado em 09 de março de 2026 às 06:57H
Programa do Governo do Pará fortalece a rede de proteção e o enfrentamento à violência de gênero, com atendimento especializado em áreas urbanas e ribeirinhas
O Governo do Pará fortalece as políticas públicas de proteção às mulheres por meio do programa Pró-Mulher Pará, que completa quatro anos neste 8 de março, data em que se celebra o Dia Internacional da Mulher. Desde a criação, em 2022, a iniciativa já realizou mais de 18 mil atendimentos a mulheres em situação de violência doméstica em diferentes regiões do Estado, ampliando o acolhimento, a orientação e o enfrentamento à violência de gênero.
O programa é coordenado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), por meio da Diretoria de Políticas de Segurança Pública e Prevenção Social (DPS), e integra estratégias de prevenção, acolhimento, orientação e repressão qualificada aos crimes contra mulheres, fortalecendo a rede de proteção e garantindo atendimento especializado às vítimas.
Somente em 2025, o Pró-Mulher Pará registrou 6.727 atendimentos, um aumento de 4,79% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram contabilizadas 6.419 denúncias relacionadas a diferentes tipos de violência contra a mulher.

Segundo o titular da Segup, Ed-Lin Anselmo, o crescimento demonstra o fortalecimento da rede de proteção e a maior confiança das vítimas nos serviços disponibilizados pelo programa. “A alta no número de atendimentos do ‘Pró-Mulher Pará’ demonstra que mais mulheres estão buscando apoio e confiando no trabalho realizado pela segurança pública. Esse resultado também reflete o fortalecimento das políticas de proteção, a ampliação da rede de atendimento e o compromisso do Poder Executivo em garantir acolhimento e suporte às vítimas de violência”, afirmou o secretário.
Ações repressivas
Com a participação das Polícias Militar e Civil, além de servidores do Centro Integrado de Operações (Ciop) e das guardas municipais, o programa também tem reforçado o enfrentamento à violência de gênero por meio de ações repressivas.
Entre janeiro de 2025 e fevereiro de 2026, foram realizadas 5.684 prisões, resultado que evidencia a intensificação das ações para responsabilizar agressores.
Para Ed-Lin Anselmo, os dados refletem o trabalho integrado das forças de segurança e a confiança das vítimas em denunciar. “Os números refletem o trabalho conjunto das forças de segurança, mas também a coragem das vítimas, que enxergam na rede de proteção um caminho seguro para denunciar e romper o ciclo da violência”, completou o secretário.
Expansão e atendimento especializado
Lançado inicialmente na Região Metropolitana de Belém, o programa hoje está presente em 26 regiões do Pará: Abaetetuba, Altamira, Ananindeua, Barcarena, Belém, Bragança, Breves, Castanhal, Cametá, Dom Eliseu, Itaituba, Marabá, Marituba, Mosqueiro, Paragominas, Portel, Redenção, Rondon do Pará, Salinópolis, Santa Izabel do Pará, Santarém, São Miguel do Guamá, Soure, Tailândia, Tucuruí e Xinguara.
Para garantir um atendimento qualificado e humanizado, mais de 2,1 mil agentes das forças de segurança e profissionais da rede de proteção já foram capacitados. A estrutura operacional do programa conta ainda com 39 viaturas e duas lanchas rosas, utilizadas no atendimento a mulheres em situação de violência tanto em áreas urbanas quanto em regiões ribeirinhas.
De acordo com a diretora da DPS/Segup, delegada Ariane Santos, os resultados demonstram que as mulheres estão encontrando uma rede preparada para acolher e agir. “Isso amplia o acesso à denúncia e contribui para romper o ciclo da violência em diversas regiões do Pará, além de resguardar a vida das vítimas e garantir a responsabilização dos autores da agressão”, afirmou.
A delegada acrescentou que a expansão do programa reforça o compromisso do Governo do Estado com a proteção das mulheres. “A ampliação do programa para diferentes regiões do Estado demonstra o esforço contínuo do Governo do Pará, por meio da Segup, em levar proteção e atendimento especializado às mulheres, inclusive em áreas ribeirinhas, como na Ilha do Marajó, que conta com uma lancha para casos de emergência. Nosso foco é garantir que nenhuma vítima fique sem assistência”, destacou.
Serviço: O atendimento do programa ocorre a partir de denúncias feitas pelo canal de urgência e emergência da segurança pública, o 190, do Ciop. Após o chamado, uma viatura rosa, com equipe especializada, é direcionada ao local indicado pela vítima ou por testemunhas, como vizinhos e familiares que presenciaram a violência.
A iniciativa busca garantir atendimento rápido, acolhimento humanizado e maior proteção às mulheres em situação de violência em todo o Pará.