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PF inicia operação para investigar fraudes no INSS

Por R7
Publicado em 23 de setembro de 2019 às 09:55H

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A PF (Polícia Federal) deflagrou a operação Cronocinese na manhã desta segunda-feira (23) para colher provas sobre a participação de advogados, contadores e servidores do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em fraudes contra o Sistema Previdenciário. 

São cumpridos 22 mandados, sendo um em Guarulhos,  um em Diadema e 20 na capital de São Paulo. 

O prejuízo é da ordem de R$ 55 milhões, segundo as investigações. 

O esquema consistia em incluir tempo de contribuição fictício para conseguir aposentadorias, o que acontecia por meio da transmissão de GFIPs (Guias de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social), feita por empresas inativas. 

As fraudes fizeram com que pessoas que não tinham direito recebessem aposentadoria, já que informavam vínculos de trabalho inexistentes. 

O documento é usado para empresas para recolhimento do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e para disponibilizar à Previdência Social informações relativas aos segurados, inclusive para comprovar o tempo de contribuição dos funcionários.

As investigações apontam que fraudes eram concentradas em seis servidores do INSS e dois escritórios de contabilidade eram responsáveis pela inserção dos dados falsos nos sistemas do INSS e pela transmissão das GFIPs contendo os períodos fictícios.

De outro lado, cinco advogados foram identificados como sendo os responsáveis pela captação de clientes e pela formalização dos requerimentos de aposentadoria junto ao INSS.

Os investigados poderão ser indiciados pelos crimes de organização criminosa, estelionato e inserção de dados falsos em sistemas de informação, cujas penas variam de 2 a 12 anos de reclusão.

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