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PF cumpre mandados contra empresa especializada em compra de ouro no Pará

Por Floresta G1
Publicado em 10 de julho de 2019 às 16:17H

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A Polícia Federal cumpriu nesta quarta-feira (10) seis mandados de sequestros de bens em endereços situados no estado de São Paulo, ligados à uma instituição financeira que atua com compra e venda de ouro de origem clandestina na região oeste do Pará, principalmente nos municípios de Santarém e Itaituba. Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal em Santarém, também localizado no oeste do Estado. O valor do sequestro ultrapassa R$ 16 milhões. 

O crime era cometido por instituições financeiras especializadas que atuavam na compra procedente da Região do Rio Tapajós.  

Os mandados foram cumpridos durante a Operação Midas II, que contou com o apoio do Ministério Público Federal (MPF), que havia solicitado à Justiça os mandados.

Em maio de ano passado, a PF deflagrou a primeira fase da operação. Na ocasião, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão sendo três na cidade de Itaituba e quatro em Santarém. Na época, os suspeitos tiveram seus bens bloqueados pela Justiça. O valor total de 72 milhões de reais. Esta quantia seria correspondente ao proveito obtido com a pratica ilegal. Além disso, também foi determinada a suspensão das atividades de um Posto de Compra de Ouro (PCO) estabelecido em Santarém, que é suspeito de comprar ouro extraído clandestinamente no entorno da Terra Indígena Zo’é, região no entorno do território indígena onde são vedadas atividades de exploração madeireira ou garimpeira.  

Durante as investigações, a Polícia Federal descobriu uma intensa movimentação de ouro por parte dos estabelecimentos investigados nas duas cidades e também fortes indícios de que grande parte desse mineral adquirido tenha sido extraído clandestinamente na Região do Rio Tapajós causando graves danos ao meio ambiente. Os alvos são empresas e pessoas suspeitas de comprar e “esquentar”, por meio de fraudes, ouro extraído ilegalmente em centenas de garimpos clandestinos na bacia do Tapajós. Os suspeitos estão sendo investigados pela prática de quatro crimes: usurpação de bens da união, falsidade ideológica, receptação qualificada e o de constituir organização criminosa.   

Investigações

As investigações foram iniciadas após operações de combate a garimpos ilegais de ouro na zona de amortecimento da Terra Indígena Zo’e. Os garimpeiros flagrados trabalhando nas áreas clandestinas revelaram em depoimentos à PF que vendiam oouro extraído ilegalmente para a empresa, em Santarém, que exigia apenas o CPF e o RG do vendedor, dispensando as exigências previstas em lei para atestar a origem do ouro.

Os investigadores constataram que a prática de comprar ouro sem documentação de origem correspondeu a 100% do ouro comprado pela empresa, no escritório de Santarém, em 2015. Para fazer frente ao volume de negociações, de acordo com depoimentos obtidos, eram feitos saques diários de R$ 500 mil.   

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