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Quase metade dos casos de covid-19 no Pará são de profissionais da saúde, diz Sindmepa

Por ORM
Publicado em 28 de abril de 2020 às 22:34H

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Os profissionais da saúde estão entre os mais afetados pela pandemia em todo mundo, e no Pará não é diferente (Ad produções / Agência Pará)

O cenário de guerra contra o novo coronavírus no estado assusta não apenas aos pacientes e familiares em busca de atendimento em unidades de saúde e hospitais e pacientes, mas, em particular, aos profissionais da área de Saúde, em contato direto com pessoas acometidas com covid-19 e com necessidade contumaz de equipamentos de proteção individual (EPIs).

E não é para menos, segundo informação de uma médica da Comissão Estadual de Enfrentamento à Covid-19, 42% dos enfermos da doença nos registros oficiais do Estado são profissionais de Saúde. Esse dado foi assinalado pelo médico Waldir Cardoso, diretor do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa) nesta terça-feira. “A informação provém de uma colega médica que participa da Comissão Estadual de Enfrentamento à covid-19”, declarou Cardoso.

A entidade registra o falecimento de sete médicos em municípios paraenses, vítimas de covid-19, o que pode ter ocorrido no local de trabalho ou não. Ocorre que tanto o Governo do Estado quanto a Prefeitura têm dificuldade em montar escalas de profissionais de saúde para atendimento a pacientes em hospitais, unidades de Pronto Atendimento (UPAs)e unidades básicas de Saúde (UBS), por causa do afastamento de médicos e outros profissionais afastados de seus serviços. O Governo do Estado já contratou 86 médicos cubanos para atuar na Grande Belém.

“Os profissionais de saúde, naturalmente, lidam com pacientes contaminados, muitos pacientes contaminados; portanto, a carga viral a que eles submetidos é grande, apesar de usarem EPIs, e nossos EPis aqui ou faltam ou não são de boa qualidade. Daí que a expectativa de adoecimento desses profissionais é muito grande, como tem se confirmado, embora nós, do sindicato, não tenhamos números concretos com relação ao número e percentual de afastamento”, afirmou Waldir Cardoso.

A única ação vislumbrada pelo dirigente do Sindmepa nesse contexto de riscos é melhorar a segurança com EPIs adequados, “Fora isso, a contaminação dos profissionais todo tempo será alta. Para se ter uma ideia, na China, onde os EPIs são da melhor qualidade, cerca de 20% dos profissionais de saúde se infectaram em Wuhan  (na capital da Província de Hubei)”.

O sindicato já manifestou sua preocupação sobre o assunto ao Município de Belém e ao Governo do Estado. Ainda no sábado (25), como informou Waldir Cardoso, dirigentes da entidade, a convite do Ministério Público do Estado, participaram de reunião com o prefeito de Belém e o secretário estadual de Saúde, em que foram consensuadas medidas para serem encaminhadas pelo Estado para aumentar a proteção dos profissionais de saúde.

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