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Três em cada dez brasileiros conhecem uma pessoa que morreu pelo novo coronavírus

Por ORM
Publicado em 05 de maio de 2020 às 04:25H

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Um levantamento da Demanda Pesquisa e Desenvolvimento de Marketing apontou que três em cada dez brasileiros conhecem uma pessoa que morreu após ser infectada pela covid-19. O dado é da segunda edição de uma pesquisa sobre o impacto do coronavírus no Brasil. O trabalho foi realizado entre 18 e 21 de abril, quando as medidas de isolamento social já completavam um mês para algumas pessoas. O levantamento apontou ainda que apenas 10% dos entrevistados estão ficando em casa.

O dado sobre óbitos presente na pesquisa se refere a casos que foram confirmados. “Muita gente já tem conhecido que foi infectado ou, pior, que acabou morrendo. A pesquisa mostrou que 33% dos entrevistados conhecem alguém que morreu da doença. Nós não tínhamos essa informação na outra verificação, de março. Esse novo dado veio em abril. Isso mostra que o coronavírus chegou perto das pessoas”, analisa Silvio Pires de Paula, presidente da Demanda.

Outros 8% afirmaram conhecer pessoas que morreram com suspeita de contaminação pelo vírus, mas que não foram confirmados. A primeira morte pela doença no Brasil ocorreu no dia 16 de março, de um homem de 62 anos, em São Paulo, e foi confirmada um dia depois.

Em relação aos casos da doença, 34% afirmaram que amigos tiveram confirmação de infecção pela doença por exames. Em relação a membros da família, esse número é de 7%. Outros 27% disseram que amigos e 9% que familiares receberam diagnóstico clínico, sem a realização de testes. Entre os que foram infectados, 1% disse ter recebido diagnóstico laboratorial e 2% tiveram diagnóstico clínico. Para a pesquisa, foram ouvidas 1.045 pessoas de todas as regiões do País. Elas responderam questionário online. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos.

Assim como na edição anterior, as pessoas se preocupam mais em não contaminar outras pessoas (69%) do que em serem infectadas pelo vírus (53%), mas os índices são menores do que os de março, quando os números eram 76% e 55%, respectivamente. Por região, a que mais tem preocupação é a norte do Brasil, que já apresenta colapsos no sistema de saúde. “A situação de Manaus assusta muita gente”, avalia o presidente da Demanda.

Em relação ao isolamento social, 36% dos entrevistados consideram as medidas rigorosas e adequadas. Para 35%, elas são brandas e deveriam ser mais rígidas. No recorte por idade, 59% das pessoas até 29 anos estão neste último grupo. “O que as pessoas estão dizendo é que querem medidas rigorosas. Apenas 2% afirmaram que são contra todas as medidas.”

Ocorre que as pessoas continuam saindo de suas residências. “Apenas 10% afirmaram que não estão saindo de casa e 85% disseram que só saem para atividades essenciais, como ir ao mercado.” Os demais informaram que vão à rua com a mesma frequência de antes. Entre as medidas de proteção, estão as visitas. O comportamento dos entrevistados muda quando o quesito é convidar pessoas para suas casas ou visitá-las.

“Mais que o dobro de pessoas que não convida para a própria casa, vai, às vezes, para a casa de outras pessoas. A pesquisa mostra que 10% evitam, mas ainda convidam. Mas 23% afirmam que estão frequentando a casa de outras pessoas.” Sobre os idosos, 76% dos entrevistados afirmaram que evitam visitá-los e 26% ainda se encontram com pessoas com mais de 60 anos.

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