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Pará quer atuação conjunta de governadores nas ações de saúde e medidas para fomento da economia

Por Dol
Publicado em 26 de março de 2020 às 00:22H

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| Bruno Cecim / Ag.Pará

No enfrentamento ao novo Coronavírus, governador Helder Barbalho defendeu várias medidas para enfrentar o impacto econômico da pandemia de Covid-19. 

Governadores de todo o País se reuniram por mais de duas horas, na tarde desta quarta-feira (25), para debater os rumos das estratégias de combate ao novo Coronavírus. Atuar tecnicamente seguindo as orientações da vigilância sanitária foi consenso entre os chefes de Executivo. Na oportunidade, o governador Helder Barbalho sugeriu que os Estados estabeleçam estratégias conjuntas para contenção e enfrentamento à pandemia. 

Para amenizar os impactos socioeconômicos provocados pelo isolamento social e paralisação das atividades provocadas para evitar contágio pelo novo Coronavírus, principalmente para a manutenção de empregos, Helder Barbalho sugeriu que a União, com apoio dos Estados, desenvolva um programa para transferência de renda destinada a auxiliar famílias que estão na linha da pobreza. 

O governador do Pará apresentou como alternativa a utilização de recursos do Tesouro nacional, que atualmente conta com receita de aproximadamente R$ 1 trilhão. “Poderíamos investir parte destes recursos para fazer um novo programa de incremento de renda aos brasileiros”, acentuou Helder Barbalho. 

Linhas de crédito – Segundo o governador, com auxílio da União é possível o poder público auxiliar no subsídio de créditos atrativos para micros, pequenas e médias empresas, além de empreendedores individuais e trabalhadores informais. “Essa é uma medida viável. No Pará, lançamos o Fundo Esperança, que vai liberar linhas de crédito especial para pessoas físicas e jurídicas. O objetivo é que possam investir no capital de giro e na manutenção de empregos”, ressaltou. 

Outra sugestão apresentada por Helder Barbalho é a viabilidade de o Executivo estadual utilizar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Fundo de Participação dos Estados (FPE) como ferramenta de garantia para contratação de linhas de créditos nacionais e internacionais. 

Helder Barbalho também defendeu a flexibilização das restrições da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), e ainda cobrou da União o pagamento de R$ 4 bilhões, referentes à compensação das perdas impostas pela Lei Kandir. “Essa é uma promessa que estava combinada para ver acertada em 2019, e foi transferida para o orçamento de 2020”, disse o governador.

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