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Pará lidera desmatamento na Amazônia em dezembro

Por O Liberal
Publicado em 28 de janeiro de 2020 às 10:59H

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Desmatamento e degradação tiveram aumentos preocupantes, nos comparativos agosto-dezembro de 2019 e 2018 (Araquem Alcântara / Imazon)

De agosto a dezembro de 2019, 2.852 km² de florestas foram derrubados na Amazônia Brasileira. Isso representa 67% a mais do que o que foi registrado, pelo Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) em 2018, que teve 1.706 km². Os dados são do Instituo do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). A maior parte das matas perdidas no último mês do ano passado foi no Pará: 47% de 227 km².

Ainda que em dezembro de 2019 os índices de desmatamento tenham sido reduzidos em 8%, o Imazon segue apontando uma preocupação com o aumento em todo o período monitorado. Depois do Pará, os estados que mais tiveram derrubadas de floresta foram Mato Grosso (22%), Rondônia (13%), Amazonas (9%), Roraima (5%), Acre (2%), Amapá (1%) e Tocantins (1%).

Em todo o ano de 2019, o desmatamento total da Amazônia foi de 6.200 km². É um aumento de 16% em relação a 2018, que fechou com com 5.334 km² de floresta derrubada. O mês de julho foi o que mais registrou perdas de áreas de floresta em 2019: 1.287 km² de matas perdidas. 
O SAD registrou também 373 km² de área degradada, em dezembro de 2019. O estado campeão em degradação, novamente, foi o Pará: 48% da área de floresta degradada. Em seguida estão Mato Grosso (42%), Rondônia (5%), Tocantins (3%) e Amazonas (2%).

O Imazon classifica desmatamento como o corte raso, que é a remoção completa da vegetação florestal. Geralmente, é a formação de áreas de pasto. Já a degradação é caracterizada pela extração das árvores, que costumam abastecer o mercado da madeira. Outros exemplos de degradação são os incêndios florestais — controlados ou não, em áreas privadas — mas que acabam atingindo a floresta e se alastrando.

No comparativo agosto-dezembro entre 2019 e 2018, os dados são ainda mais preocupantes: no ano passado, foram 3.334 km², contra 395 km² do ano anterior. Foi um salto de 745%, aponta o SAD/Imazon.

Apenas neste comparativo o Pará não foi o campeão, tendo degradados 740 km² no período agosto-dezembro 2019. Ainda assim, o salto da degradação foi de 1.038% em relação aos 65 km² de 2018. O estado com mais degradação foi o Mato Grosso, com 1.802 km², numa variação de 509%, em relação aos 296 km² de 2018.

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