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Biden acusa Trump de esvaziar agências de segurança nacional e atrapalhar equipe de transição

Por O Globo
Publicado em 29 de dezembro de 2020 às 00:14H

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© Kevin Lamarque/Reuters/Direitos reservados

O presidente eleito dos EUA, Joe Biden, afirmou que as agências responsáveis pela segurança nacional do país foram sucateadas durante os quatro anos de Donald Trump na Casa Branca, e que a equipe de transição encontra dificuldades para analisar a real situação dos órgãos — resultado, segundo ele, da ação deliberada de aliados do republicano, especialmente no Pentágono.

— Encontramos resistência da liderança política desse departamento. E a verdade é que muitas das agências cruciais para nossa segurança sofreram danos enormes. Muitas foram esvaziadas, em termos de pessoal, capacidade e moral — declarou Biden, em um pronunciamento em Delaware. — Neste momento, não estamos recebendo informações necessárias do atual governo em áreas cruciais de segurança nacional. Isso beira a irresponsabilidade.

As declarações, feitas pouco depois de uma reunião com especialistas em segurança nacional, escancaram a insatisfação da equipe do democrata com as barreiras impostas por Donald Trump para a transição. Apesar de ter sua vitória declarada no dia 7 de novembro, o presidente eleito passou a ter acesso aos briefings diários de inteligência apenas no dia 30 do mês passado.

Outro episódio que evidenciou essa falta de sintonia veio a público há cerca de dez dias, quando o secretário interino de Defesa, Christopher Miller, determinou uma pausa de duas semanas, relativa às festas de fim de ano, nas reuniões com a equipe de Biden. Segundo Miller, um aliado próximo de Trump, a suspensão dos trabalhos foi acertada com os representantes do democrata, uma tratativa negada pelo próprio chefe da transição, Yohannes Abraham.

“Nós acreditamos ser importante a sequência de reuniões e outros contatos neste período, uma vez que não há tempo para perder”, declarou Abraham a jornalistas no dia 17 de dezembro. “O fracasso no trabalho conjunto pode ter consequências sentidas além de janeiro.”

Segundo o Pentágono, foram realizadas 163 entrevistas e 181 pedidos de informação envolvendo as atuais equipes e os responsáveis pela transição. Miller também negou qualquer empecilho ao trabalho da equipe do democrata.

“Em nenhum momento o Departamento cancelou ou se recusou a realizar alguma entrevista”, disse, em comunicado, o secretário interino. “Sigo comprometido com uma transição completa e transparente, isso é o que a nação espera e o que o Departamento de Defesa sempre fez e sempre fará.”

Vácuo

Na fala desta segunda-feira, Biden reafirmou ser necessária uma reconstrução da estratégia de segurança externa dos EUA, criticando o isolamento da diplomacia nos anos Trump. Para ele, as maiores ameaças dos tempos atuais “dependem da liderança americana”, mas “não podem ser enfrentadas sozinhas pelos EUA”. O democrata citou a questão climática, um dos pilares de sua campanha, o combate ao novo coronavírus e a China, onde defendeu uma aliança com “nações que pensem de forma semelhante”.

— Hoje, há um enorme vácuo. Precisamos reconquistar a confiança do mundo, que (hoje) encontrou maneiras de trabalhar nos evitando, ou mesmo sem nossa participação — afirmou o presidente eleito.

Biden defendeu ainda ações para modernizar as Forças Armadas americanas, mencionando diretamente o que chamou de “desafios estratégicos da Rússia e da China”, e declarando que a política de Defesa dos EUA deve levar em consideração novas ameaças, em especial os ciberataques.

Este mês foi revelado que diversos órgãos do governo americano, incluindo os Departamentos do Tesouro e do Comércio, são alvo de hackers desde março, que acessaram dados de dezenas de organizações, algumas delas ligadas à segurança nacional. O secretário de Estado, Mike Pompeo, chegou a acusar a Rússia de estar por trás da ação, mas o presidente Trump disse que a China era suspeita, sem delimitar os motivos que o levaram a tal conclusão.

A investigação pode levar meses até ser concluída, mas Biden foi rápido ao acusar o governo Trump de não prestar a atenção devida a questões de segurança cibernética.

— Esse ataque constitui um grande risco para nossa segurança nacional — declarou Biden nesta segunda-feira.

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