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China é a maior poluidora ambiental do planeta – e assim permanecerá por décadas

Por R7
Publicado em 10 de agosto de 2021 às 23:27H

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O alerta da ONU é mais do que preocupante: passamos do “ponto de retorno”, não há mais como recuar nos estragos impostos à natureza, e o aquecimento global como o conhecemos tornou-se irreversível. A responsabilidade é planetária, mas, por mais que sejamos bombardeados pela propaganda oficial, qualquer pessoa esclarecida sabe: a China continua sendo o maior responsável pela emissão dos gases do efeito estufa no mundo. Sozinha, gera mais danos que todos os países europeus juntos.

E assim permanecerá por décadas. Não há esforço governamental – nem mesmo o de uma ditadura comunista – que reverta os estragos já feitos por um desenvolvimento econômico que assombra a todos, mas cujos altíssimos custos ambientais são ignorados. Basta observar o gráfico a seguir, que demonstra com clareza a tendência de crescimento das emissões de poluentes por parte do Império do Meio:

Emissões de CO2 entre 2009 e 2019 na China, Europa, EUA e Brasil

Embora alvo de graves acusações sobre sua política ecológica, o Brasil, para efeito de comparação, e por ter matriz energética majoritariamente limpa, permanece em níveis bem baixos. Já os chineses devem muitas explicações (além das promessas contidas em seus Planos Quinquenais) sobre como pretende cumprir suas metas audaciosas e fundamentais para a sobrevivência do planeta.

Nenhum país pode almejar 6% de crescimento anual impunemente. Em 2020, no meio de uma pandemia, a China inflou seu PIB em 2,7%, enquanto o resto do mundo definhava. Uma explicação para esse fenômeno pode estar na frase proferida pelas autoridades chinesas durante a primeira conferência das Nações Unidas sobre o meio ambiente em Estocolmo, no longínquo 1972: “Não deixaremos de comer por medo de morrer asfixiados, nem de desenvolver nossa indústria por medo de poluir o meio ambiente”. Mais claro, impossível.

Compromisso inatingível

O Banco Mundial, em relatório sobre as 20 metrópoles mais poluídas, identificou 16 na China com os piores índices mundiais de qualidade do ar. Nada é por acaso: o carvão não só alimenta a geração de energia nas usinas elétricas do país continental, como é a causa de 80% de suas emissões de dióxido de carbono. Por conta dessa enorme dependência da queima de combustíveis fósseis, a China também é destaque em se tratando de chuva ácida – provocada pelo dióxido de enxofre.

Dessa forma, como cumprir o compromisso de atingir a neutralidade de carbono até 2060 – anunciado por Xi Jinping durante discurso na 75ª Assembleia da Organização das Nações Unidas? Por mais que os comunistas exibam projetos de sustentabilidade, invistam em carros elétricos – e tenham tornado limpa 30% de toda a sua energia consumida – não há como um gigante desses se locomover sem causar estragos igualmente monstruosos.

Para agravar o quadro, o próprio governo chinês admite que um dos seus maiores desafios é o combate à corrupção. Pois é. Longe de ser um privilégio da sociedade brasileira, a bandidagem que se alimenta da riqueza (e pobreza) de seu povo também move a maior economia do mundo. Para trás.

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