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EUA pretendem cortar verbas da ONU destinadas a refugiados palestinos

Por Notícias ao minuto
Publicado em 15 de janeiro de 2018 às 18:03H

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A redução da primeira contribuição do ano pode diminuir pela metade, ou talvez até desaparecer.

governo de Donald Trump está se preparando para diminuir em dezenas de milhões de dólares a verba enviada para a agência da ONU para refugiados palestinos. A redução da primeira contribuição do ano pode diminuir pela metade, ou talvez até desaparecer.

Quaisquer possíveis doações adicionais dependeriam de grandes mudanças na organização, de acordo com funcionários do governo dos EUA que falaram de forma anônima à agência Associated Press (AP).

Segundo disseram os funcionários, o presidente Donald Trump não tomou uma decisão final, mas parece mais provável que ele envie apenas US$ 60 milhões da primeira parcela à agência da ONU de suporte à Palestina. O valor previsto anteriormente era de US$ 125 milhões.

As contribuições futuras exigiriam que a agência, criticada por Israel, demonstre mudanças significativas em suas operações, disseram os funcionários. Eles ainda apontam que qualquer sugestão levada em consideração exigiria que os palestinos voltem às negociações de paz com Israel.

O Departamento de Estado dos EUA disse, neste domingo (14), que “a decisão está em revisão. Ainda existem deliberações”. A Casa Branca não respondeu imediatamente a nenhuma das perguntas sobre o assunto.

O governo americano pode anunciar sua decisão já na terça-feira (16), segundo as autoridades. O plano para reter parte do dinheiro é apoiado pelo secretário de Estado, Rex Tillerson, e pelo secretário de Defesa, James Mattis. Segundo as informações, eles teriam apresentado a diminuição como um compromisso frente às demandas mais drásticas sugeridas pela embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley.

Haley quer um corte completo no dinheiro dos EUA até que os palestinos retomem conversações de paz com Israel que foram congeladas há anos. Mas Tillerson, Mattis e outros dizem que acabar com toda a assistência agravaria a instabilidade no Oriente Médio, principalmente na Jordânia, um país que recebe centenas de milhares de refugiados palestinos e que é também um parceiro estratégico dos Estados Unidos.

Os EUA são o maior doador da agência, fornecendo cerca de 30% do orçamento total. A agência se concentra na prestação de cuidados de saúde, educação e serviços sociais aos palestinos na Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Síria e Líbano.

Centenas de milhares de palestinos fugiram ou foram forçados a sair de suas casas durante a guerra que levaram ao estabelecimento de Israel em 1948. Atualmente, estima-se que 5 milhões de refugiados e seus descendentes estejam espalhados por toda a região. A eliminação ou redução acentuada da contribuição dos EUA poderia prejudicar a agência e restringir severamente o seu trabalho, aumentando a pressão sobre a Jordânia e o Líbano, bem como a Autoridade Palestina.

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