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Empresas paraenses se preparam para sair do home office

Por ORM
Publicado em 23 de julho de 2020 às 11:58H

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Com as medidas impostas pela quarentena para diminuir o contágio do novo coronavírus, as empresas adotaram o trabalho home office, como planejamento de contingência. Mas, com a flexibilização das atividades econômicas, muitas firmas já iniciaram a desmobilização da forma remota e devem, de maneira gradual, retomar as atividades presenciais nos próximos dias. Neste retorno, os especialistas em saúde e de mercado, alertam quantos aos cuidados que devem ser tomados e sobre a tendência em preservar a modalidade como forma de reduzir os custos operacionais.

A advogada Ramila Alves, de 34 anos, trabalha em um escritório que cuida de uma carteira de 100 condomínios na Região Metropolitana de Belém. Em março, os associados pararam de trabalhar presencialmente e o retorno está programado para o dia 3 de agosto. “Logo no início foi tudo muito diferente, as reuniões pela internet, os processos sendo enviados de forma virtual, mas essa modalidade acabou surpreendendo a nossa produtividade. Mesmo em período em que as pessoas estavam tendo prejuízos financeiros, recuperamos parte de nossa carteira e ganhamos causas”, disse.

Ramila levou algumas semanas para se adaptar, porém, acredita que nunca foi tão produtiva. “Nós podemos nos agendar e programar nossos afazeres. Economizamos com combustível e com alimentação também. Sem falar no tempo de ir e voltar para o trabalho. Às vezes, nessas duas horas, já demos entrada em processo, ou já falamos com pelo menos três clientes. Nosso retorno será gradual, por escala de equipe, e creio que isso se arrastará até o final do ano, para não termos acidentes de trabalho”, afirmou.

A corretora de seguros Luciana Coelho, de 36 anos, em março passou a ter expediente em casa. Inicialmente, ela também esbarrou em algumas dificuldades com a nova rotina de trabalho. No entanto, o home office deve continuar até dezembro. “Tive de me organizar com horário, com os clientes, mas tudo foi resolvido. Faço as cotações em casa, ligo para os clientes, faço contrato pelo whatsapp, e tudo com rapidez. Isso tem sido muito bom, pois temos uma economia grande com transporte e alimentação”, observou.

A empresa na qual Luciana trabalha já deu início às atividades presenciais em julho, porém, muitos trabalhadores vão seguir com os expedientes de forma remota. “Trabalho como corretora há 11 anos, mas foi este ano que eu migrei para a parte de seguros. A maior dificuldade foi em formar minha carteira de clientes nova, mas deu tudo certo. Nesta retomada, nem todos voltaram à empresa. O grupo de risco ficou em casa, temos uma escala e os cuidados com distanciamento. Pelos funcionários, o trabalho em home office tem sido uma experiência muito boa e, se pudermos, vamos continuar em casa”, disse Luciana.

Empresa

Antes mesmo da publicação dos decretos estaduais e municipais que limitavam o acesso dos trabalhadores às atividades presenciais nos escritórios, a direção de uma empresa admiradora de benefícios em Belém adotou o sistema de home office aos seus 40 funcionários. “Como vendemos seguros e serviços médicos, nosso segmento é considerado essencial, mas nosso objetivo sempre foi preservar a vida dos colaboradores e resolvemos que trabalharíamos em casa durante o período mais crítico da pandemia”, observou o diretor administrativo da firma, Wigor Oliveira.

Mesmo com a flexibilização das medidas de isolamento, a empresa está mantendo cerca de 40% dos colaboradores em casa. “Sobretudo os idosos, os que têm problemas respiratórios, como os asmáticos e demais doenças crônicas. Entendemos que essas pessoas não devem, ainda, retomar as atividades, pois a pandemia ainda não acabou. Outros colaboradores também preservamos, inclusive os que moram distante e precisam pegar os transportes coletivos”, explicou Wigor.

O diretor ainda ressalta que, nesta retomada, o regime presencial é feito de forma escalonada. “Revezamos um colaborador por setor na empresa e o pessoal do atendimento. O home office não alterou nosso trabalho administrativo, o que foi alterado foi o faturamento, mas devido à recessão econômica e a impossibilidade de visitas. Acredito que o home office veio para ficar e nos ajudar. As videoconferências, as reuniões pela internet, são tecnologias que serão muito usadas a partir de agora”, avaliou o executivo.

Especialista orienta sobre trabalho

A master coach Raquel Conde, especialista em carreiras, explica que o trabalhador e a empresas precisam mudar sua percepção sobre a forma de trabalho remoto e atentar às mudanças no mundo corporativo. “Se você pensar que é ruim e que não será produtivo, você se comportará dessa forma e poderá colocar seu emprego em risco ou a empresa. Melhor pensar nos benefícios que todos podem conquistar nessa modalidade, que é baste usada em outros estados e países antes mesmo da pandemia. Quem não quiser fazer essas mudanças poderá ficar à margem do mercado de trabalho e empresarial”, comenta.

Para Raquel Conde, o home office é uma realidade que, mesmo após a pandemia, deve ser implantada de forma inteligente por algumas empresas. “Sem dúvida, esse trabalho reduz os custos operacionais e empresas lucrativas sempre buscam alternativas para reduzir os custos. Estamos quebrando paradigmas com todos os níveis hierárquicos em home office. Antes era visto como benefício, mas hoje estamos desenvolvendo uma nova percepção sobre essa modalidade. Alguns líderes percebem que é produtivo gerenciar equipes por meio de gestão por objetivos. O fato é que esse momento está impondo mudanças e muitas permanecerão. Então, o melhor é identificar os benefícios que estão sendo obtidos”, reforça a especialista que também é consultora empresarial.

Alertas

Para a especialista em Saúde Pública e Infectologista Paula Carnevale, é necessário que a população entenda o risco iminente da Covid-19. “A taxa de contágio permanece elevada. Ainda não sabemos ao certo quem desenvolverá a forma grave da doença e não há tratamentos específicos disponíveis. Até que uma vacina seja desenvolvida, a melhor proteção é a prevenção”, alertou.  

Na prática, a médica explica que o ideal é que as pessoas saiam de casa apenas para trabalhar, quando o home office não é uma opção. “Ainda orientamos a população a manter o distanciamento social, a não realizar festas e reuniões presenciais. Esta recomendação é importante principalmente para aqueles que precisam trabalhar fora de casa, pois tem maior risco de contraírem a covid-19 e, muitas vezes, assintomáticos, podem transmitir o vírus para outras pessoas, que podem ter a forma grave da doença”, enfatizou.

Caso seja preciso retornar, Paula Carnevale alerta: “utilize a máscara durante todo o dia, lembrando de trocá-la a cada 2 horas. Não toque a máscara nem leve as mãos aos olhos. Tente manter a distância de 1,5m de seus colegas, inclusive, nos momentos de distração. Leve comida de casa, assim como os demais lanches para os intervalos, evitando sair para comprá-los. E aos empresários, mantenha o grupo de risco em casa”, finalizou.

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