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Canibal de Breu Branco participou de audiência

Por Paco Martins
Publicado em 12 de agosto de 2015 às 12:06H

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Foto: Paco Martins/Rafael da Silva Ribeiro/Canibal Breu Branco

Foto: Paco Martins/Rafael da Silva Ribeiro/Canibal Breu Branco

Aconteceu na manhã desta terça-feira(11) no fórum de Breu branco, a primeira audiência que tratou de um dos casos que chocou a população de toda a região em maio deste ano(2015).

Joana Cristina da Silva Soares de 48 anos e Maria Zélia Ribeiro dos Santos de 46 anos foram brutalmente assassinadas, esquartejadas e enterradas no quintal da casa de Rafael da Silva Ribeiro de 26 anos, apontado como único acusado pelos crimes.

A primeira audiência estava marcada para às 9h da manhã desta terça (11), mas só começou por volta das 11h. Na ocasião, o delegado Rommel Souza responsável pelo caso, contou detalhes sobre a prisão e como conseguiram chegar aos dois corpos. O delegado relatou, que foi  após a família de Maria Zélia (segunda vítima), prestar queixa na delegacia de polícia civil de Breu Branco que a polícia deu início as buscas e conseguiram localizar o último local que Maria Zélia teria passado um dia antes do seu desaparecimento.

Imagem de arquivo

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Após uma árdua investigação, a polícia conseguiu chegar até a residência de Rafael. Ainda de acordo com o delegado, ele estava saindo de casa com uma mochila, quando foi abordado pela polícia. Ao ser indagado sobre Maria Zélia, inicialmente ele disse que não a conhecia, mas devido os depoimentos de populares, ele foi conduzido a delegacia. A polícia continuou a investigar e no quintal do imóvel uma colcha de cama suja de sangue levantou suspeita de que Rafael teria assassinado Maria Zélia. A polícia resolveu trazer novamente Rafael a residência, foi quando ele falou que Maria Zélia havia dormido com ele e de manhã bem cedo, teria saído em um carro branco.

Com suspeitas de homicídio, a polícia resolveu entrar no imóvel. No quarto de Rafael estava a fronha com a mesma estampa da colcha. Ao ser questionado sobre a colcha, Rafael disse que se tratava de uma perseguição de vizinhos.

Em um dos cômodos da residência, materiais de escavação sujos de terra recente foram juntando os fatos. A polícia resolveu olhar o quintal, lá várias escavações recentes levantaram suspeita de que o corpo estaria lá. O IML de Tucuruí foi acionado e logo conseguiram localizar partes de um corpo. Rafael confessou que havia mantido relações sexuais com Maria Zélia e em seguida teria assassinado ela. Com ele alguns

Imagem de arquivo

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cartões bancários e ainda uma quantidade razoável de notas de 100 reais. As evidências eram cada vez maiores.

A notícia se espalhou pela cidade e logo apareceu um parente de uma outra mulher; Joana Cristina da Silva Soares de 48 anos era companheira de Rafael. Ela também estava desaparecida. Rafael disse que ela estava viajando, mas a polícia não acreditou e resolveu continuar as buscas. O novo corpo foi localizado enterrado próximo a porta dos fundos do imóvel. Se tratava da companheira Joana Cristina da Silva Soares.

Um outro fato que chamou a atenção da polícia foi uma garrafa com sangue encontrada na geladeira e partes de um dos corpos encontrados na geladeira, inclusive um coração. Rafael disse que o material armazenado na geladeira seria para um ritual. Ele nunca assumiu que chegou a comer carne humana ou que teria ingerido o sangue.

Poucos dias antes dos crimes serem descobertos, ele ouviu música evangélica e consumiu bebida alcoólica até altas horas da noite. Esse foi o único sinal que levantou suspeitas de que alguma coisa estaria acontecendo.

Durante o interrogatório, Rafael preferiu o silêncio e não demonstrou sinais de arrependimento, chegou a sorrir em alguns momentos quando o delegado relatava os fatos. Coisa que também aconteceu durante o processo de investigação do caso. Segundo o delegado Rommel Souza, Rafael chegou a debochar quando foi interrogado sobre os corpos.

A audiência tinha como objetivo ouvir o depoimento das testemunhas e de Rafael, mas ele optou pelo silêncio. Neste caso, o direito constitucional lhe é garantido.

Atendendo a pedidos do Juiz responsável pelo caso, foi pedido todos os resultados dos exames que deverão estar prontos em 20 dias para que seja dada continuidade no processo. Ainda de acordo com o Juiz, a sentença deverá sair nos próximos dois meses.

A audiência que irá tratar do segundo caso; Joana Cristina da Silva Soares de 48 anos, ainda não tem data marcada.

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